terça-feira, 16 de dezembro de 2008

“Educai as crianças e não será preciso punir os homens”

Com essa máxima o matemático grego Pitágoras (570 a.C a 496 a.C) sintetiza o seu pensamento de que a educação deve começar na infância. O médico cardiologista e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo Silvio Régis, relatou nesta semana que o enfarto do miocárdio e o AVC (acidente vascular cerebral) são as causas que mais matam no Brasil. Segundo Régis, os principais motivos para este alto índice esta ligado a uma alimentação inadequada e a falta de atividade física. O sedentarismo é um dos males do mundo moderno. A solução é desde a infância, os pais orientarem seus filhos para a importância de uma dieta rica em nutrientes naturais: frutas, verduras, cereais, água natural e a pratica de um esporte. Tudo isso como parte de uma rotina diária.

Outro fato alarmante é saber que 100 mil pessoas morrem por ano no Brasil vítimas do álcool, mais até do que o câncer, de acordo com o psiquiatra Ronaldo Laranjeira coordenador da unidade de pesquisa de álcool e drogas da Universidade Federal de São Paulo. A Organização Mundial de Saúde confirmou que o cigarro é a droga que mais mata no mundo, porém o álcool é a pior das drogas.

Procure já seu médico de confiança, faça um check-up médico, odontológico e ortopédico. De posse de todos os exames em mãos e com o sinal verde do médico, vá ao um centro esportivo de sua cidade e procure um profissional de educação física qualificado com experiência comprovada e inicie um programa de atividade física orientado.

Não espere terminar o ano para dar o passo inicial. Comece 2009 com uma nova atitude.

Saúde, energia, entusiasmo.

Wanderlei de Oliveira
Foto Crédito: Fernanda Paradizo

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé"

No último dia 2 de dezembro foi comemorado o Dia Nacional do Samba, muitos cobraram um post no blog, mas como tudo tem a sua hora, aqui vai. O poeta Dorival Caymmi, autor da canção "Samba da minha terra": - "Quem não gosta de Samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé", com essa letra marcou o início da carreira que foi lançada pelo Bando da Lua em sua visita ao Brasil em 1940. "O Samba de Minha Terra" foi regravado por João Gilberto em seu elepê de 1961 e apresentado ao vivo no Carnegui Hall, em Nova Iorque no ano de 1964.

Saber sambar é uma arte e um esporte
O meu pai Olavo de Oliveira, um apaixonado pelo futebol e também pelo samba, foi o fundador da Escola de Samba Almirante nos anos 50. A escola era formada por jovens moradores do Bairro da Moóca, todos esportistas.

Dele herdei essas duas paixões, o esporte e a música. Comecei como passista em várias escolas (o garotinho da foto que ilustra este post não sou eu, mas se parece comigo quando tinha essa idade) até ser convidado pelo “Pé Rachado”, fundador e presidente da Barroca da Zona Sul (que também era amigo do meu pai), para desfilar em sua escola. E lá fui eu, dos 14 aos 17 anos, até ser convidado pelo presidente da Imperador do Ipiranga, Laerte Toporcov (ex-deputado, atualmente colunista do Jornal Gazeta do Ipiranga) e pela carnavalesca Maria Aparecida Urbano (minha professora de arte no ginásio do Colégio Cardeal Motta, no bairro do Ipiranga em São Paulo), para ser “mestre-sala”. Aos dezoito anos estreava na passarela do samba. Dessa época, guardo o carinho e respeito que as pessoas da escola tem por essa figura do “mestre-sala” e da “porta-bandeira”. São eles que carregam na avenida a bandeira da escola: - com galhardia, enaltecendo as raízes da cultura de um povo, assim como um “beija-flor” que antes de colher o néctar, circunda por várias vezes a flor, como que a pedir licença para se deleitar de prazer com o seu mel.

Os anos se passaram e o estandarte segue em frente. Hoje minha filha Gisa Oliveira se tornou uma expert em samba e é apresentadora do Programa Comunidades. Faça uma visita ao seu blog e fique por dentro do que acontece no mundo do samba. É só acessar http://programacomunidades.blogspot.com/
Da comparação com o esporte, para sambar é preciso condicionamento físico. Monitorados pela equipe do professor Turíbio de Barros Leite, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), durante o tempo de desfile de sessenta minutos e, cada ala leva para percorrer os 800 metros da passarela do samba de vinte a vinte e dois minutos onde são gastos em média 400 calorias.

Wanderlei Oliveira

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

“A Evolução é a Lei da Vida”

Para o matemático e místico grego Pitágoras (570 a.C a 496 a.C), todas as coisas são números. E o ser humano tem que estar sempre em evolução. O número é a Lei do Universo. É um pensamento atual que pode ser adequado para o atletismo. O seu resultado em uma competição – é um número. E é isso que você vale. Se quiser evoluir, tem que treinar. Não existe outro caminho. Os exercícios de “biomecânica do movimento” são excelentes para atingirmos a perfeição e sincronismo dos membros inferiores e superiores. Extenuantes, mas eficientes quando realizados com sabedoria. Também chamados de educativos por aprimorar e harmonizar os movimentos do corpo. Maior eficiência. Menor gasto energético.
Pitágoras foi o criador da palavra “filósofo”.
Quem não se lembra nas aulas de matemática do “Teorema de Pitágoras”? A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.
Outro pensamento do sábio era: “educai as crianças e não será preciso punir os homens”.

“Gentileza gera gentileza”

Nos brasileiros também temos grandes sábios, poetas e filósofos. O Profeta Gentileza foi uma figura célebre do Rio de Janeiro nas décadas de 1980 e 1990. Ele espalhava suas poesias pelos muros, paredes e distribuía no trânsito papéis com belíssimas mensagens. Alguns de seus escritos estão reproduzidos nas pilastras do prédio do SESC de Santo André. Vale conferir na Rua Tamarutaca, 302 (telefone 4469-1200).
A cantora e compositora Marisa Monte prestou uma homenagem ao Profeta na canção intitulada Gentileza:

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza

Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta

É para frente que se corre.

Wanderlei de Oliveira
Foto crédito para Leonardo Guelman / Divulgação do Profeta Gentileza

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

“Aquele Abraço” para a crise.

Abelardo Barbosa (30/09/1917 a 30/07/1988), o popular Chacrinha foi o autor da célebre frase, “Na televisão, nada se cria, tudo se copia!”. Parece que o Brasil esta vivendo um “pessimismo coletivo” de tanto que se fala em crise. As pessoas estão se deixando influenciar. Qualquer motivo para desculpas - é a crise. Na programação neurolinguistica, a palavra crise, cortando-se o letra “s”, vira “crie”. Para o “Velho Guerreiro”, imortalizado na canção “Aquele Abraço” de 1969 de autoria do cantor e compositor Gilberto Gil, não tinha tempo ruim. Certa o ocasião, o bacalhau não saia do estoque das Casas da Banha, que patrocinava a TV Tupi, onde apresentava seu programa semanal a “Discoteca do Chacrinha”, sucesso nos anos 60. Ele gritava: “Vocês querem bacalhau?”. E a platéia, voava para ter um exemplar. Resultado, em poucos dias não tinha bacalhau no mercado. Como o próprio Chacrinha comentou na época: “Brasileiro adora ganhar um presentinho”. Então ta esperando o que meu irmão. Deixe de reclamar e vai à luta como na música do Gilberto Gil: “meu caminho pelo mundo eu mesmo traço”.

Quem sabe de mim sou eu.

Alô Rio de Janeiro. Aquele Abraço!

Todo o povo brasileiro. Aquele Abraço!...

Wanderlei de Oliveira

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Entre 52 e 51 minutos

Durante a semana que antecedeu a terceira e última etapa dos 10 K Track&Field Run Series no dia 30 de novembro, o maître maratonista Oswaldo Silveira por várias vezes perguntou sobre sua inscrição para a prova. Organizado como sempre, combinamos de nos encontrar às 6 horas 30 minutos na entregue do chip na frente do Shopping Villa Lobos em São Paulo. Conforme o combinado, lá esta eu com o seu kit. Porém, o senhor Oswaldo estava a minha espera desde às 5h50 minutos. Perguntei por quê tão cedo, ele respondeu para ter mais tempo para aquecer. Momentos antes da largada, nos dirigimos para o local. Um jovem casal, perguntou ao maître, quanto ele iria fazer. Simpatico, ele respondeu, pergunte ao meu técnico que esta aqui. Eu, concentrado na largada e tentanto acalmar a Ana Luiza dos Anjos Garcez, popular "Animal", que estava anciosa para sair antes do tiro de largada, respondi: - entre 52 e 51 minutos.
Assim que cheguei, fiquei esperando pelo experiente maratonista de 78 anos. Não demorou muito e já apontava ele na reta de chegada todo sorridente. E aí seu Oswaldo, quanto o senhor fez? Ele mostrou o relógio com o tempo de: 51 minutos e 26 segundos.

Hoje, segunda-feira dia primeiro de dezembro, lá estava ele às 5h55 na pista de atletismo do estádio Ícaro de Castro Mello no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, disposto, feliz, entusiasmado para mais um dia de treinamento.

Temos muito que aprender com o jovem Oswaldo Silveira, pela sua energia contagiante.

Wanderlei de Oliveira
Foto Crédito: Fernanda Paradizo

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Vamos lá dodô

Uma das pessoas mais queridas no atletismo é o Dodô.
Ao retornar de Lisboa, Portugal, após um longo estágio de treinamento na equipe do Sporting Club de Lisboa, campeã da Europa, comandada pelo professor Mário Moniz Pereira. Me aparece na pista de atletismo do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, um sujeito, barrigudo, com topete, costeleta, camisa florida, aberta até o peito e, uma pasta 007 preta. Amostra, além da pança, um cordão de ouro. Mais parecia um bicheiro. Era janeiro de 1988. Se fosse hoje, poderia ser confundido com um jogador de futebol em final de carreira. Só faltaram os brincos nas orelhas. Simpático. Disse que queria treinar. Quando lhe perguntei se já tinha praticado algum esporte, comentou que jogou futebol de campo no Clube Estrela. De lá para cá, se passaram vinte anos.
O tempo voou.
Para o filósofo Lúcio Sêneca (4 a.C a 65 c.C) “o bom uso do tempo é a chave da felicidade”.
E o Valdomiro Paulo Cocato soube como utilizar esse seu tempo, se dedicando aos treinamentos. Ao trabalho. A leitura. Após a aposentadoria, se tornou um sábio. Hoje, pela manhã, após o treino, conversávamos sobre os escritores portugueses: Fernando Pessoa e José Saramago (Prêmio Nobel de Literatura em 1998). Me recomendou ler “As pequenas memórias” de Saramago, publicado em 2006.
Observem a evolução nos 10 K da São Paulo Classic organizada pela CORPORE – Corredores Paulistas Reunidos, que para ele, é a corrida mais importante da temporada.
Em 2002 aos 61 anos completou em 43min40seg. Já em 2006, aos 65 anos, foi o vencedor com 43min52seg; sua estréia na categoria. Domingo passado dia 23 de novembro, vence novamente com o excelente tempo de 43min39seg. Um segundo mais rápido do que em 2002. Ao término da prova, várias pessoas foram lhe dar os parabéns pelo resultado que deixou várias pessoas impressionadas, inclusive um amigo corredor da madrugada no Jardim Botânico, o professor de história Edílson, de 33 anos, que também participou da prova e chegou poucos segundos à frente. Como é que o Dodô, aos 67 anos consegue isso?
Outro pensamento do sábio filósofo espanhol Sêneca era: - “quem persevera sempre alcança”.

Wanderlei de Oliveira

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Quatro semanas para a São Silvestre

Faltam apenas quatro semanas para a 84ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre e você deve programar seu treinamento para chegar em forma para enfrentar os 15 km no dia 31 de dezembro. Como estamos na fase final de preparação (específica), sua atenção deve estar focada na qualidade do seu treino.

Tenha o cuidado de não fazer os treinos de rodagem (trabalho aeróbio) mais rápido do que o planejado (observe sua respiração, que deve estar ritmada e jamais ofegante). Lembre-se de que esses treinos têm como principal objetivo à melhoria da capacidade aeróbia (resistência). É ele que será o responsável por você suportar o ritmo forte e constante por muito tempo, ou seja, completar o percurso da São Silvestre dentro do tempo estipulado pelo seu técnico, e aquele que sua condição física permitir.

Para os treinos de velocidade (trabalho anaeróbio), os cuidados devem ser maiores, uma vez que você estará atingindo seu melhor nível técnico de condicionamento. As pessoas têm uma tendência em realizar os tiros (fartlek, intervalado ou fracionado) mais rápidos do que o necessário. Com isso, você atinge o ápice antes do grande dia. No jargão do atletismo, isso significa “virar o meio-fio”. No momento mais importante, pode não ter forças para um excelente desempenho.

Redobre a atenção em relação aos seguintes itens: horas de sono (o tempo está sendo suficiente para a recuperação?), alimentação (está adequada com o gasto energético?), a hidratação durante os treinos ou mesmo ao longo do dia (tem sido adequada?). Sonolência, tontura, mal-estar e até dores estomacais são alguns dos sintomas sentidos por aqueles que não repõem adequadamente os líquidos.

Observe a cada treino como reage o seu organismo, para poder corrigir caso haja algum erro na preparação. Jamais faça treinos fortes seguidos. Seu organismo necessita de pelo menos 48 horas de recuperação após um treino mais intenso. Se este tempo não for o suficiente, dê um dia a mais. O importante é estar recuperado para o próximo treino. Caso o cansaço persistir, é sinal que possa ter alguma deficiência orgânica, tipo: - princípio de anemia ou alguma verminose procure o mais rápido possível um médico do esporte e relate o acontecimento.

A São Silvestre é realizada em pleno verão: - calor e festas de final de ano. É uma boa oportunidade para fazer todos os exames médicos que foram deixados de lado ao longo do ano. Participe deste grande evento, mas seguro e conciente de que sua saúde esta em perfeitas condições para enfrentar esse desafio. E, depois festejar a chegada de 2009.

Wanderlei de Oliveira
Foto: Léo Shibuya/ZDL

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Gordura aos 40 anos reduz expectativa de vida

ATLANTA, EUA (CNN) - Dois em cada três norte-americanos brigam com a silhueta e a maioria sabe que quilos a mais podem contribuir para males que põem a vida em risco, como derrame, diabetes e doença cardíaca. Mas exatamente quantos anos a gordura vai tirar de cada um?

Um novo estudo mostra pela primeira vez o quanto a expectativa de vida é reduzida para aqueles que estão acima do peso ou obesos aos 40 anos.

Para os fumantes, as perspectivas são ainda piores.

"Se você está acima do peso, basicamente vive três anos a menos... e se você é obeso, vive aproximadamente de seis a sete anos a menos", diz o Dr. Robert Eckel, da American Heart Association.

Há muito, os cientistas sabem que pessoas com excesso de peso têm menor expectativa de vida, mas poucos estudos de grande escala foram capazes de determinar quantos anos elas perdem.

O estudo feito por pesquisadores holandeses, e publicado na edição desta semana da revista Annals of Internal Medicine, avaliou dados de 3.457 adultos com idades entre 28 e 62 anos em Framingham, Massachusetts, entre 1948 e 1990.

Mas qual é a diferença entre estar acima do peso e ser obeso? Os médicos usam o índice de massa corporal (IMC) para medir a proporção entre peso e altura.

Uma pessoa com IMC de 25 ou mais é considerada acima do peso, e aquela com IMC de 30 ou mais é tida como obesa.

Fumantes na meia-idade são duplamente atingidos.

Fumantes obesos podem subtrair mais sete anos de sua expectativa de vida. Segundo os números do estudo, mulheres obesas e fumantes vão viver 14 anos a menos - e os homens 13 anos a menos - do que aquelas que não fumam e estão dentro do peso.

Cerca de dois terços dos adultos norte-americanos estão acima do peso ou são obesos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

Estudos também mostraram que as pessoas estão engordando mais cedo.

O que fazer, então?

"A mensagem importante deste estudo é, vamos trabalhar na prevenção. Vamos trabalhar com os jovens para impedir este aumento na gordura corporal", disse o Dr. Eckel.

O médico recomenda perder cerca de meio quilo por semana até atingir o peso ideal, através do corte de 500 calorias por dia.

Segundo o especialista, esse é um objetivo realista e poderia resultar na perda de cinco a 10 por cento da gordura corporal.
Foi um sucesso a "Virada esportiva" que aconteceu nos dias 15 e 16 de novembro em São Paulo. O esporte, em especial a caminhada e a corrida, são excelentes no auxílio na perda de gordura e ganho de condicionamento físico. Mas, lembre-se, sempre acompanhado por nutricionistas, médicos do esporte e profissionais qualificados com vivência comprovada para que você tenha segurança e colha os frutos no futuro.

"Tudo começa com um primeiro passo"
Wanderlei de Oliveira

terça-feira, 18 de novembro de 2008

"O segredo do sucesso é a constância de propósito" Benjamin Disraeli

Você não fracassa por fazer as coisas erradas. Fracassa por desistir ao fazer as coisas erradas.

A diferença entre um fracasso e um sucesso não é aquilo que sai errado. Tanto os que fracassam, quanto os que atingem o sucesso, em qualquer área da vida, cometem erros. Muitos cometem erros enormes. Deixe-me repetir isso, para que você compreenda: tanto os que fracassam, quanto os que atingem o sucesso, em qualquer área da vida, cometem erros. Muitas vezes, os mesmos erros. Você não fracassa por fazer as coisas erradas. Fracassa por desistir ao fazer as coisas erradas.

Em qualquer momento da história, em qualquer país do mundo e em qualquer mundo do Universo, não existe nenhuma diferença nos erros cometidos pelos que têm sucesso e os que têm fracasso. Nenhuma diferença. Na verdade, normalmente os que levam os troféus da vida cometem erros maiores, mais caros e mais dolorosos do que aqueles que ficam comendo pipoca na arquibancada da existência. Naturalmente, a imagem que fica dos vencedores é aquela do podium, do momento em que o "herói" levanta o troféu. Mas é somente uma cena do filme da vida dos vitoriosos. A cena editada.

Quantas vezes você viu Ayrton Senna deprimido, chorando, triste, bravo, suando enquanto reclamava que não conseguia fazer "Cooper" por que seu peito parecia doer? Provavelmente, nenhuma. Mas ele era humano e, por isso, também fracassava. Ainda assim, você tem a imagem do seu carro cruzando a linha de chegada, ele carregando a bandeira do Brasil e a música eternizada do "tan-tan-tannnn tan-tan-tannnn". Você se lembra dele no topo do podium, levantando o troféu. Você lembra do minuto da vitória. Apenas quem conviveu com ele lembra das horas de preparação, dos dias de esforço, das milhares de vezes que ele errou e, rapidamente, corrigiu seu rumo.

Você não fracassa por fazer as coisas erradas. Fracassa por desistir ao fazer as coisas erradas. Ayrton Senna cometeu todos os erros que um piloto pode cometer. Mas ele tinha um propósito e não desistiu jamais. Anote isso em sua mente: tanto os que fracassam, quanto os que atingem o sucesso, em qualquer área da vida, cometem erros. Muitas vezes, os mesmos erros. Mas os que têm sucesso não desistem. Eles continuam. Eles têm constância de propósito.

Você errou. Doeu, talvez não somente em você, mas em outras pessoas. Você sofreu. Você teve sua carne marcada pela vida como o fazendeiro marca seu gado com ferro quente. Ótimo. Isso prova que você está mais próximo do podium, mais perto de atingir seu sonho. Talvez a marca tenha sido causada por uma crise no casamento, um emprego perdido, um filho envolvido com o submundo, uma escolha errada na universidade. Chore, viva o sofrimento. Fique triste, absorva a derrota. Não finja que não sofreu. Sofra. Você faz parte da raça humana, e isso é normal. Mas faça tudo isso somente na hora da queda. Assim que a vida tirar ferro quente da sua carne, vire a página e, como Ayrton Senna, olhe a próxima pista, o próximo desafio, os próximos erros e a próxima vitória. Leve com você a marca que a vida lhe deu. Ela é parte de tudo de bom que você é agora, ou vai ser.

Como disse Benjamin Disraeli, "o segredo do sucesso é a constância de propósito". Você fez uma burrada? Excelente. Somente quem faz parte dos "personagens do filme" fazem burradas. Os outros pagam o ingresso no cinema para assisti-los. Entre no filme da sua vida. Você não fracassa por fazer as coisas erradas. Fracassa por desistir ao fazer as coisas erradas. Tente novamente, por mais improvável que seja. Tente. Tente. Tente!

Não importa o tamanho da sua queda, do seu erro, da sua derrota, você está mais próximo agora, do que estava antes. Por isso, não desista.
"No esporte como na vida, as vezes se ganha, as vezes se perde. O importante é o próximo desafio".

Wanderlei de Oliveira
* Aldo Novak, autor do texto, é coach & conferencista. Diretor da Academia Novak do Brasil

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Menos gorduras. Mais saúde!

Ficou com medo ao receber o resultado de seu exame de sangue?

Continue assim que você já sabe onde irá parar “muito em breve”, antes disso – vai aí uma cervejinha bem gelada e uma picanha suculenta mal passada? Ou um quibe encharcado no óleo?

O colesterol é um tipo de gordura presente no organismo do ser humano.

Quando você consome muito colesterol, ele pode se depositar nas paredes das artérias e formar placas de gordura, diminuindo o fluxo de sangue, podendo entupir a artéria.

Se a artéria entupida for uma coronária (no coração), ocorre um enfarte.

Se for no cérebro um AVC (acidente vascular cerebral ou derrame).

É isso que você quer? Imagine a dor de cabeça para os seus familiares, cuidar de um peso morto.

Conheça as siglas que aparecem nos exames:

LDL – low density lipoprotein (lipoproteína de baixa densidade)

VLDL – very low density lipoproteína (lipoproteína de baixíssima densidade)
Estas frações de baixa densidade são conhecidas como “colesterol ruim”, que transportam o colesterol mais lentamente, e acabam deixando resíduos de colesterol na parede das artérias.

HDL – high density lipoprotein (lipoproteína de alta densidade). É a fração protetora chamada de “bom colesterol”. O HDL ajuda na limpeza das artérias, levando os resíduos de colesterol depositado nas artérias para o fígado, onde são processados.

Colesterol total – é a soma de todas as frações.

Está na hora de mudar de vida. Só depende de você.

Comece a correr para queimar as gordurinhas.


Siga estas recomendações e seja mais saudável.

Evite alimentos ricos em gordura saturada, como: carnes gordas, miúdos e vísceras, manteiga, creme de leite, leite, iogurte integral, frutos do mar, gema de ovo, lingüiça, presunto gordo, mortadela, salame, pele de frango e gordura visível das carnes, torresmo, banha, bacon, toucinho, requeijão, chocolate, queijos amarelos e gordos (parmesão, provolone, prato, brie, camembert, gouda)

Prefira leite e iogurte desnatados, queijos magros (requeijão, queijo branco ou minas, ricota), grelhados (peixe, carnes magras, frango, peru ou chester).

Use mais alimentos ricos em fibras, como verduras, legumes, frutas, cereais integrais (aveia, arroz, trigo, centeio, cevada), leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, soja, grão-de-bico).

Cuidado com a gordura vegetal hidrogenada (presente na margarina, biscoitos, sorvetes, massa folhada, manteiga de amendoim).

Invista nos antioxidantes, presentes nas frutas e vegetais coloridos. Está comprovado que as vitaminas C e E protegem as artérias da oxidação dos depósitos de gordura.

Os triglicérides ou triglicerídios constituem um outro tipo de gordura que também pode provocar sérios danos cardiovasculares. A gordura da alimentação é absorvida sob forma de triglicérides. Sendo assim, para quem tem altas taxas dessa gordura no sangue, é imprescindível uma dieta pobre em alimentos gordurosos.

Porém, o excesso de álcool e carboidratos refinados (açúcar, doces, geleias, mel, refrigerantes, farinha branca, pão branco) pode se transformar em triglicérides.

O ideal é consumir muitas fibras, investir nos alimentos antioxidantes, carboidratos complexos (pães integrais, arroz integral, aveia), peixe. A gordura do peixe tem mostrado ótimos resultados no combate aos índices elevados de triglicérides.

“Seja feliz e saudável enquanto estiver vivo, pois você vai passar muito tempo morto”
Wanderlei de Oliveira

Fonte de consulta: Nutrição e bem-estar de Márcia Daskal Hirschbruch e Sônia de Castilho – Editora CMS

terça-feira, 11 de novembro de 2008

50 dias. 500 quilômetros. 25 mil calorias!

Faltam apenas 50 dias para o término do ano de 2008.

Se você correr 10 quilômetros por dia até o dia 31 de dezembro, terá percorrido 500 quilômetros.

Cada hora corrida, em média são consumidas 500 calorias, portanto você poderá queimar 250 mil calorias. E, começar 2009 – bem leve!

Quando traçamos objetivos, tudo fica mais fácil. Nada é motivo de desculpa, como a famosa preguiça do início de semana.

Sabendo aonde quer chegar, já terá percorrido metade do caminho. As qualidades mais importantes para o corredor são a disciplina e a persistência nos treinos de rodagem em ritmo bem lento.

O filósofo grego Aristóteles (384 a.C. - 323 a.C.) escreveu: - "Tudo isso demanda perseverança. Paciência. Suor. Muito suor. A virtude é uma arte obtida com o treinamento e o hábito". "Nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes. A virtude, então, não é um ato, mas um hábito. Treinar. Perseverar".

6h23 da manhã. Décimo primeiro dia de novembro de 2008. Hoje percorremos 15 quilômetros pelo gramado do Parque do Ibirapuera em São Paulo. Somados dá 3.493 quilômetros nos trezentos e dezesseis dias do ano. Chegamos aos 75.558 quilômetros rodados desde 1966 quando iniciei na prática do atletismo.

A média subiu para 11,1 quilômetros por dia. Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 quilômetros pela linha do Equador.

Wanderlei de Oliveira

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Patinhar à beira-mar

Correr é sempre bom. A beira-mar é ainda melhor!

Sol. Primavera. Pessoas alegres. São combinações perfeitas para uma belíssima manhã no Guarujá, litoral de São Paulo.

Ao chegar no pedágio da rodovia dos Imigrantes, uma revista exposta na cabine me chamou a atenção. Na revista Ecovias, cujo título era “corrida para o verão” encontrei uma matéria assinada pela jornalista Cynara Escobar na qual ela consultou vários profissionais alertando para os riscos de problemas de saúde provocados pela malhação sazonal. Assim como os atletas de final de semana, são as pessoas que procuram as academias de ginástica nos meses que antecedem o verão na esperança de entrar em forma. Queimar os quilos extras adquiridos após longo período longe da malhação, com bem retratou Escobar. Os problemas surgem quando exercícios em excesso e regimes improvisados entram na disputa contra o tempo e a balança, provocando lesões e riscos à saúde. Segundo Paulo Roberto Correia, ex-atleta olímpico dos 100 metros e fisiologista do Esporte da Universidade Federal de São Paulo, “isso ocorre porque, em geral, as pessoas são acomodadas e buscam o exercício mais pela estética do que pela boa saúde. Elas se esquecem de que é preciso passar por uma fase preparatória para que o corpo se adapte às novas atividades”. “Os exercícios sazonais e a alimentação inadequada podem ocasionar contusões, problemas nas articulações e maus súbitos após o treino”, enfatizou Correia.

A expressão “patinhar à beira-mar” era usada pelo professor Mário Moniz Pereira, técnico do Sporting Club de Lisboa em 1987 quando levava a equipe de atletas para treinar na Praia de Carcavelos próximo a Lisboa, Portugal. Entre eles estavam o recordista mundial dos 10.000 metros em pista Fernando Mamede (27min13) e os irmãos Castros (Domingos e Dionísio) que começavam a despontar como grandes corredores de longa distância.

A Patrícia Vismara e eu fizemos os mesmo. Corremos na praia da Enseada, Pitangueira e
Astúrias, próximo d´água, onde a areia é mais firme, que facilita o deslocamento. O percurso é plano. Diferente de muitas praias de tombo (inclinadas), o que é ruim para tornozelos, bacia, coluna. Se isso não for possível evitar, o melhor é ir e voltar na mesma praia para compensar o equilíbrio e alinhamento do corpo.

Praticar o cross-send é uma ótima pedida para melhorar o condicionamento físico e relaxar em contato com a natureza.

Wanderlei de Oliveira

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Marílson dos Santos: "Treinei muito para chegar até aqui. Não sou azarão"

O bicampeão da maratona de Nova York diz que não venceu a prova por acaso e que treinou muito para ser reconhecido pelo seu trabalho

São Paulo (SP) - Após conquistar o bicampeonato da Maratona de Nova York, Marílson Gomes dos Santos conta com detalhes sobre a sua estratégia na prova e como conseguiu arrancar no último quilômetro, ultrapassar o marroquino Abderrahim Goumri e vencer a prova com 2h08min43s.

O atleta patrocinado pela Nike diz que treinou muito para alcançar seu objetivo e conquistar o reconhecimento mundial na prova. “Ninguém ganha uma maratona por sorte ou acaso uma vez. Imagina duas”, afirma Marílson.

Confira entrevista abaixo.

O que representa vencer pela segunda vez em Nova York? Qual a diferença em relação a 2006, quando venceu pela primeira vez?
Na primeira vez, não tinha noção do que isso significava. Não tinha noção do quanto essa vitória ia alavancar minha carreira. Dessa vez foi diferente. Eu já estava ciente disso. E eu queria muito vencer novamente aqui. Queira muito poder provar que não que não era um azarão. Não venci a primeira vez por sorte, como muitos pensaram. Com a segunda vitória, pude provar que tenho capacidade para fazer uma boa maratona e vencer uma prova grande como esta. Ninguém ganha uma maratona por sorte ou acaso uma vez. Imagina duas. Meu objetivo era esse. Vencer novamente, ser reconhecido pelo meu trabalho, pelos meus treinos e pelo o que venho fazendo ao longo da minha carreira.

Você direcionou todo seu foco de 2008 para a maratona dos Jogos Olímpicos, mas as coisas não saíram como esperava. Como buscar motivação novamente para em tão curto espaço de treino voltar bem, em condições de lutar por um título tão importante com a Maratona de Nova York?
Quem corre maratona sabe que nem todo dia é um dia bom para o maratonista. Às vezes você treina, faz tudo certinho e as coisas dão errado, como aconteceu em Pequim. É preciso se acostumar com isso. Nem sempre tudo acontece da forma como você imagina. Claro que eu queria ter corrido bem nas Olimpíadas. Eu não parei na maratona olímpica por causa da colocação. Parei porque não tinha condições físicas de terminar a prova. Não acho que ganharia a prova, porque foi muito rápida, fora das minhas características, mas acredito que conseguiria uma boa colocação se tivesse num bom dia. Mas, se não acertei numa oportunidade, por que não posso tentar de novo? É disso que tiro minha motivação. Procurei focar numa outra prova e tentar novamente. Claro que a vitória em Nova York não substitui um resultado que poderia ter conseguido em Pequim. Imagino que vou lamentar isso por alguns anos ainda. Mas estou muito feliz por vencer novamente. É uma prova difícil e bem concorrida e ganhar pela segunda vez é um feito extraordinário.

Como foi sua trajetória pós-Olimpíadas e quando decidiu que faria Nova York?
Eu já tinha o convite dos organizadores, mas só resolvi que faria duas semanas depois de Pequim. O Adauto me convenceu, até porque eu tinha feito uma preparação muito boa para os Jogos e achamos que era possível aproveitar um pouco dessa preparação, treinando em menos espaço de tempo que normalmente treino e ainda assim chegar bem para fazer a prova. Descansei duas semanas depois da maratona olímpica e retornei aos treinos já visando Nova York. Fiquei ainda duas semanas treinando em Campos do Jordão para ficar um pouco afastado da cidade de São Paulo, onde clima estava variando demais e teria que me deslocar muito para treinar. Campos é uma cidade mais pacata, as coisas são mais perto uma da outra. Fiquei mais lá pela tranqüilidade da cidade mesmo e consegui fazer ali excelentes treinos, sempre muito bem focado no meu objetivo. Fazia alguns treinos em altitude e descia a serra para fazer em Taubaté os treinos de pista. Foi muito bom. Fui para o Mundial de Meia maratona, no Rio de Janeiro, com pouco tempo de treino e mesmo assim considero que fiz ali uma excelente prova. Isso me animou. Foi bom encaixar uma meia maratona bem. A partir dali, comecei a pensar mais alto e acreditar que poderia chegar bem em Nova York. Em relação à rotina de treino, não mudei nada do que fiz para as Olimpíadas. Fiz o mesmo treino, mas apenas em menos espaço de tempo.

Você está aqui na entrega da premiação da World Marathon Majors e acabou de assistir a um filme destes dois anos do circuito. Você se viu ali no filme, vencendo em Nova York em 2006. Como você se sente fazendo parte dessa história ao lado de nomes tão consagrados no atletismo? O que lhe vem à cabeça quando você se vê ali?
Quando comecei a correr 42 km era na verdade isso que eu buscava. Deixei de correr algumas provas no Brasil porque queria correr maratona e estar entre os melhores corredores do mundo. Estou conseguindo fazer parte dessa história e para mim isso é muito importante. Quando eu vejo um filme desses, sinto a sensação de dever cumprido e que eu posso chegar ainda mais longe. Não sei aonde eu posso chegar. Não sei até quando, mas vou batalhar para estar sempre entre os melhores.

Você tem evoluído bastante nestes últimos anos e o resultado em Nova York, com um tempo apenas 5 segundos acima da sua melhor marca, comprova isso, ainda mais porque sabemos que a Maratona de Nova York é uma prova mais difícil em relação a percurso. Conseguir um resultado tão bom em termos de tempo numa prova como esta lhe dá confiança para mostrar que pode ir mais longe?
Corria em Nova York (2h08min43s) minha segunda melhor marca, apenas cinco segundos mais lento. Foi muito próximo do meu melhor, que fiz em Londres no ano passado (2h08min38s). Isso mostra que eu tenho condições de correr muito mais rápido num percurso favorável. Saio dessa prova com a sensação de que minha real marca em tempo ainda está por vir. Eu posso correr muito abaixo disso.

Ao que você credita seu sucesso?
Ao treino. Não existe um bom resultado sem treino. Não existe milagre nesse tipo de atividade que faço. Se você não treina bem não tem como conseguir sucesso. O treino é 80% do atleta que quer melhorar o resultado. Claro que temos que contar um pouco com a sorte para estar bem no dia, mas só ela não basta. É preciso treinar muito e batalhar para chegar bem e ter condições de enfrentar os 42 km.

De onde vem a confiança para saber que você está bem para encarar uma prova como Nova York, por exemplo? Quais seus indicativos?
Os treinos são os principais indicativos. Embora eu tenha tido pouco tempo para me preparar para Nova York, isso até em função dos Jogos e da Meia do Rio, os treinos estavam muito semelhantes, com uma resposta muito parecida do que vinha fazendo em 2006, principalmente na parte final da preparação. É isso que me dá confiança. Cada treino que eu faço e percebo que melhoro, vou comparando com o que já fiz em situações similares, em certas competições e chego à conclusão de que posso correr bem. São os treinos que me dão, por exemplo, a confiança de, numa coletiva de imprensa, dizer que estou bem e vou correr com o objetivo de ganhar.

Na coletiva de imprensa você disse que era difícil montar uma estratégia para a prova, porque todos os atletas se conheciam muito bem. Muito dificilmente ninguém ia deixá-lo escapar na Primeira Avenida, como aconteceu em 2006. Você disse que sua estratégia era se manter no pelotão da frente e também não deixar ninguém escapar. Como foi sua prova?
A estratégia foi me manter na frente toda com o grupo, não deixar ninguém escapar. No momento que o marroquino quis escapar, fui junto. Foi aí que abrimos uma certa vantagem do segundo grupo. Até a passagem da meia maratona estava um bolo de atletas, todos juntos. A prova passou a marca da meia num ritmo mais lento do que em 2006, porque estava ventando contra e fez muito frio o tempo todo. A partir do quilômetro 25, na entrada da Primeira Avenida (depois da milha 16), houve algumas tentativas de fugas. Depois de alguns ataques, pouco a pouco o grupo foi se desmanchando. Perto do quilômetro 35, só restaram eu e o marroquino, que nos alternamos na liderança. Tentei escapar primeiro. Por volta do 37 km (milha 23), ele conseguiu escapar e abriu cerca de 7 segundos, mas não me abati. Tentei alcançá-lo o tempo todo e consegui buscá-lo no último quilômetro.

Quando o marroquino abriu, o que veio à sua cabeça? Achava que podia ainda buscar? Quando percebeu que dava para buscar e quando achou que a prova já estava ganha?
Fiquei calmo. Nessas horas você tem que tentar de tudo. Se ele cansasse, eu buscaria. Do contrário, teria que me contentar com a segunda colocação. Quando percebi que ele estava olhando para trás o tempo todo, comecei a apertar para tentar buscá-lo o mais rápido possível porque percebi que ele estava cansando. E consegui isso a cerca de 1.200 metros do final. Passei por ele, dei uma olhada e vi que ele ficou. Não teve reação. Mas só senti mesmo o sabor da vitória depois que passei a linha de chegada, até porque já vi acontecer de tudo em final de prova.

Como vencedor da prova, você tem tido nestes dias uma agenda lotada. O que fez até aqui e o que fará daqui para a frente?
Depois que cruzei a linha de chegada, está sendo na verdade uma outra maratona. A agenda é lotada e sempre tem alguma coisa para fazer. Após a maratona, no domingo, fui assistir ao jogo de basquete da NBA do New York Knicks com o Milwaukee Bucks. Na seqüência, fui direto para a festa de encerramento da maratona. Eu e a Juliana tivemos apena uma três horas de sono. E hoje (segunda) já tinha pela frente logo pela manhã a abertura do pregão da Bolsa de Valores de Nova York. Depois de duas coletivas de imprensa, estamos aqui agora no almoço da premiação da World Marathon Majors e daqui vamos direto subir ao Empire State para tirar fotos la de cima e poder ver a vista toda da cidade. Depois, nem sei mais o que vem pela frente. Apesar de cansativo, acho importante cumprir todos esses compromissos. É um retorno que podemos dar para uma prova que nos acolhe tão bem.

Quando você cumprir toda essa agenda, qual a primeira coisa que vai fazer?
Sigo amanhã, na terça, com a Juliana para a Disney. Já tinha programado isso. Vamos ficar cinco dias descansando, conhecendo os parques em Orlando e tentar descansar o máximo para chegar ao Brasil bem, porque tenho certeza de que na volta terei uma terceira maratona pela frente. Depois do treino intenso da Olimpíada, acabei descansando pouco. Agora vou ver se consigo ter um período mais longo de descanso para no ano que vem começar o primeiro semestre já com força total.

Intervenção da Juliana: Dia 9 de novembro, faremos seis anos de casados. Poder conhecer a Disney, ainda que em curto espaço de tempo, não deixa de ser uma comemoração.

Já tem em mente o que vai fazer daqui para a frente?
Vou descansar, tirar umas férias, avaliar minha condição física e, quando voltar, quero avaliar como vou reagir depois da maratona. Se estiver bem, volto na seqüência aos treinos. Existe uma pequena possibilidade de fazer a São Silvestre, mas é mais provável mesmo que meu objetivo principal seja apenas no ano que vem mesmo. Devo fazer uma maratona no primeiro semestre e uma no segundo. Ainda não está decidido qual será. Mas muito provalvemente devo voltar para Nova York.

Todo mundo sabe que um corredor não consegue ir muito longe sem um bom par de tênis. Principalmente um maratonista, que tem que acumular quilometragem nos pés. Qual o modelo de tênis que fez parte da sua temporada de treino para chegar bem em NY?
Desde a primeira vez que treinei com o Pegasus já gostei de cara. Faço a maior parte das minhas rodagens com ele. É um tênis que amortece bem e protege as articulações, não deixando dolorido. Gostei desde o primeiro contato com ele. Já a algum tempo venho usando o Pegasus. Uso em toda rodagem, seja ela curta ou longa. Em rodagens de 10 km para cima eu sempre vou de Pegasus. É um tênis resistente. Demora um tempo maior para acabar do que os de competição. Mesmo assim, procuro sempre alterná-lo nos treinos, para não usar só um par. Gosto de deixar a borracha dele normalizar, voltar ao normal. Geralmente tenho três pares em uso, que dura uma preparação toda para uma maratona.

E que modelo de tênis o conduziu à vitória em Nova York?
Corri com um Nike Katana. É um modelo antigo que pedi para a Nike, porque me adaptei bem com o tênis. Comecei a usá-lo quando fui para Campos do Jordão. Fiz poucos treinos com ele, até porque esse tênis tem menor durabilidade mesmo e pouco tempo de uso. Fiz alguns treinos de pista. Procurei não usar muito antes da prova para que ele estivesse no ponto certo. Dei apenas uma amaciada para que pegasse o formato do meu pé, adaptasse à pisada e já estivesse pronto para a maratona. A trajetória dele terminou no domingo. Agora ele está guardado, ainda com o chip da corrida e junto com o número de peito, como o da maratona de 2006.

Acabamos de subir no Empire State e você pode ter uma dimensão de toda essa cidade que o projetou. O que achou?
Foi muito legal. Quando estamos em Manhattan, temos muito a visão do concreto, por causa dos prédios muito altos. De lá de cima, deu para ver tudo, que Manhattan é uma ilha, e perceber toda a dimensão dessa cidade.

FERNANDA PARADIZO - NOVA YORK

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O medo da morte

Depois que o mundo assistiu pela televisão no dia 25 de janeiro de 2004 a morte súbita aos 24 anos do jogador húngaro Miklos Fehér do time de futebol do Benfica de Portugal, todos se assustaram. Diariamente morrem milhares de pessoas no mundo. Nos esportes, proporcionalmente esta incidência é pequena, uma vez que a maioria dos esportistas são pessoas saudáveis. Mas não é uma regra. Poucos são os jogadores de futebol que podem ser considerados um ‘verdadeiro atleta’, haja visto, a má vontade com que a maioria vão para o treinamento físico e a disposição com que participam dos jogos. Freqüentemente assistindo a Gazeta Esportiva da TV Gazeta, vejo jovens jogadores dizendo que estão fora de forma. É ridículo, vindo de um profissional do esporte, que é pago para somente se dedicar à prática do futebol. Todos têm a obrigação perante aos clubes e patrocinadores, de estarem ao longo da temporada 100% preparados, afinal, esse é o seu trabalho.

Qualquer pessoa, em poucos meses de treinamento orientado, acompanhamento médico e disciplina, é capaz de correr uma São Silvestre (15 Km) com muitas subidas e descidas.

Agora, um jogador de futebol, que treina em dois períodos (manhã e tarde), reclama quando tem que correr a mais se o companheiro lança a bola longe dos seus pés.

As famosas noitadas dos jogadores, muitas das vezes, são regadas de bebidas alcoólicas, comidas gordurosas e cigarro. Qualquer leigo sabe que isto não é saudável. Não estou recriminando o comportamento dos jogadores, cada um faz o que acha correto, mas relato fatos que são presenciados pela mídia e torcedores.

O verdadeiro atleta se dedica de corpo e alma aos seus objetivos.

Todo excesso, pode trazer conseqüências negativas para o organismo. Noites mal dormidas, alimentação inadequada, altas doses de álcool, falta de condicionamento físico, altas temperaturas e herança genética, podem predispor a desconfortos durante uma partida de futebol ou qualquer outra atividade física que exija do praticante.

Hoje a medicina moderna esta tão avançada que pode reverter casos de doenças se detectados logo no início.

Os médicos do esporte que acompanham todos os principais atletas do mundo do futebol são extremamentes qualificados para tal. Os grandes clubes possuem verdadeiros laboratórios com aparelhos de ultima geração.

Se você leitor, que gosta de praticar esportes, e já faz alguns meses que não faz os exames médicos, e não possui a retaguarda de um clube de futebol, vai aqui uma dica para ‘correr seguro’:

Hemograma completo (mais glicose, ferritina, ácido úrico, colesterol e frações, urina tipo 1 e parasitológicos) - serve para diagnosticar casos de colesterol alto, diabetes, anemias e outros problemas que precisem ser tratados antes de se submeter a qualquer esforço físico.

Teste de esforço (também chamado de potência aeróbia ou ergoespirométrico) - realizado em esteira ou bicicleta ergométrica, vai detectar se existe ou não alguma anomalia cardíaca durante o esforço físico e também vai indicar qual seu atual nível de condicionamento.

Check-up dentário - Ao se submeter ao programa de treinamento, você vai utilizar todas as suas reservas. Sendo assim, qualquer tipo de infecção, por menor que seja, pode ter seu quadro agravado.

Avaliação nutricional - Checar os hábitos alimentares e adequá-los às novas necessidades calóricas impostas pela carga e volume de treinamento são providências mais do que bem-vindas. Além disso, se você estiver com um índice de gordura mais alto do que o normal para a prática da corrida, é importante seguir uma dieta.

Avaliação ortopédica - Dor ciática, anormalidades na coluna, obesidade, má postura, lesões antigas nos meniscos ou nos ligamentos ou até mesmo um formigamento são algumas pistas que podem levar o ortopedista a detectar problemas que podem se agravar quando colocados à prova.

Wanderlei de Oliveira

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Qual o segredo do sucesso?

Alguns atletas ao primeiro tropeço – desistem. Outros, com determinação, planejamento e muita disciplina – seguem em frente. Muitos chegaram a questionar o fim da carreira da britânica Paula Radcliffe após dois “fracassos” seguidos na maratona nos últimos Jogos Olímpicos. Discreta, aceitou as duras críticas e continuou fazendo o seu trabalho. No domingo dia 2 de novembro, dia de finados, renasceu para o mundo com o tricampeonato na Maratona mais famosa do mundo – Nova York.

Foi uma prova perfeita, com parciais de 1h13min23seg e 1h10min33seg nos 21 K. Para quem conhece o percurso sabe que os últimos seis quilômetros são dentro do Central Park, com subidas e curvas. Outro fato que chamou a atenção foi o ritmo forte nas sete milhas finais com parciais de 5min25, 5min23, 5min20, 5min20, 5min18, 5min12 e 5min13, o equivalente a 33min01 nos 10 K finais. Uma milha equivale a 1.609 metros. Simplesmente fantástico!

Acompanhem a belíssima carreira de uma das atletas mais vitoriosas dos nossos tempos.

Paula Radcliffe nasceu no dia 17 de dezembro de 1973, em Nortwich na Inglaterra. Hoje aos 35 anos é considerada uma heroína para os britânicos, pelos seus excepcionais resultados no atletismo internacional.

No ano de 1992 em Boston nos Estados Unidos, ela tornou-se campeã mundial Junior de Cross-Country e no mês de março de 2002 (dez anos após) em Dublin na Irlanda, vence pela segunda vez o mundial, agora na categoria adulta. Outro fato interessante, assim como o atleta português Carlos Lopes que nos anos 80 e 90 era o único atleta branco a fazer frente a soberania negra de etíopes e quenianos, Paula Radcliffe, é um nome certo para vencer as principais provas do circuito internacional, impondo respeito pelas adversárias.

Ela é treinada pelo técnico alemão Volker Wagner, o mesmo da queniana Tegla Loroupe, ex-recordista mundial da maratona, e da etíope Birhane Adere ex-recordista mundial indoor para os 3.000 metros com 8m29seg15, sendo a primeira mulher a quebrar a barreira dos 8min30. Em Bristol na Inglaterra (2003), tornou-se campeã mundial dos 21 km com o excelente tempo de 1h06min47sec. Nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, foi a quarta colocada nos 10 mil metros com 30m26seg, sendo este seu melhor resultado para a distância (em pista).

Radcliffe também já foi recordista mundial dos 5 K (prova de estrada) com o tempo de 14min51seg. Ainda esta em seu poder o recorde mundial dos 10 quilômetros em rua com o tempo de 30min21seg, média de 3min02 por quilômetro estabelecido no dia 23 fevereiro de 2003 em San Juan (Porto Rico).

Dentre todos seus grandes resultados, é o recorde mundial dos 42.195 metros (26,2 milhas para os ingleses), conquistado na Maratona de Londres no dia 13 de abril de 2003, com a fantástica marca de 2h15min25seg, média de 3min12 por quilometro, ou o equivalente a 18,7 quilômetros por hora, que lhe deu mais fama e credibilidade internacional.

Vale lembrar que Paula Radcliffe foi eleita Atleta do Ano de 2002, pela IAAF – Federação Internacional de Atletismo.

Wanderlei de Oliveira

Marilson Gomes e Paula Radcliffe: os monarcas da NYC Marathon

A corrida de rua mais importante do calendário mundial, a Maratona de Nova York com 38.377 competidores teve duas vitórias importantes neste domingo, a do brasileiro Marilson Gomes da Silva e da britânica Paula Radcliffe. O brasileiro venceu o circuito com o tempo de 2h08min44seg, abaixo do seu tempo de 2006 quando atingiu 2h09min58seg e se torna uma referência na competição.

"Hoje eu provei que em 2006 não foi sorte". "Este circuito é muito favorável para mim. Me lembra a minha casa", declarou Marílson às agências internacionais, que comemorou com a bandeira do país e a esposa Juliana.

Contra o brasiliense havia a temperatura de 5 graus Celsius além do vento forte, de acordo com informações de alguns sites americanos.

O segundo colocado foi o marroquino Abderrahim Goumri que liderou durante grande parte da prova mas finalizou atrás de Gomes com tempo de 2h09min07seg, seguido pelo queniano Daniel Rono com o tempo de 2h11min22seg. O ex-campeão da prova norte-americana, Paul Tergat, chegou em quarto com 2h12min.

Mãe e maratonista vencedora
A britânica Paula Radcliffe, 34 anos, depois de abandonar a maratona dos Jogos Olímpicos, retorna em grande estilo vencendo pela terceira vez a Maratona de Nova York com o tempo de 2h23min56seg. A russa Ludmila Petrova foi a segunda colocada com 2h25min43, seguida pela norte-americana Kara Goucher com 2h25min53.

"Ganhar três vezes é realmente especial para mim. É incrível mesmo ter alcançado a marca e estar no caminho de Greta Waitz (vencedora da NYC Marathon por nove vezes). Nova York é um lugar que eu amo entrar (para correr), mas foi diferente este ano", disse Radcliffe ao site Sports Ticker.

Alguns site europeus já consideram Radcliffe como a rainha de Nova York e comentam que ela ressurgiu das cinzas quando todos os críticos achavam que ela tinha encerrado a carreira com o abandono na China. Esse é o esporte, essa é a corrida de rua.

Arnaldo de Sousa, jornalista e corredor
Foto: Runner's World de Victah Sailer e Reuters

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Noturno


Em sua décima sétima edição, o espetáculo musical “Noturno” é um daqueles shows – imperdíveis!

Criado pelo cantor e compositor Oswaldo Montenegro, relata fatos da noite paulistana.

Pelo segundo ano consecutivo fui à convite do cantor e ator Erick Tanaka, integrante do jovem elenco de voluntários.

O lugar é simples, a montagem é simples, as pessoas são simples. Mas não deixa nada a desejar aos megas musicais da Brodoway em Nova York.

Os atores demonstram um ótimo condicionamento físico com performances interessantes.

Vale conferir! Somente as segundas e terças às 21 horas, por apenas quinze reais. Teatro Dias Gomes, Rua Domingos de Moraes, 348. Próximo ao metro Ana Rosa.

Corra, pois o musical termina no final do mês de novembro.

Wanderlei de Oliveira

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Corrida, um esporte para a vida

O atletismo é o esporte mais antigo do mundo, sendo considerado o esporte-base, por ter sido o princípio de todos os outros e por servir de preparação para as várias modalidades atléticas.

Em qualquer modalidade esportiva, a condição física do praticante é medida pela sua resistência (teste de corrida), elasticidade (alongamentos) e força muscular.

A corrida difere dos outros esportes no sentido de participação.

Enquanto uma partida de futebol reúne no estádio cerca de 60, 70 ou 80 mil espectadores sentados para assistir a 22 jogadores, uma maratona pode reunir mais de 40 mil participantes, porém ativos.

No futebol, um jogador em plena maturidade esportiva (na casa dos 35 anos) é considerado um velho. Para as maratonas (42.195 metros), é um garoto.

Muitos esportes são praticados da infância até a adolescência e depois deixados de lado, pelas conseqüências que possam trazer para o corpo.

Já a corrida, não. Todo ser humano, depois que começa a andar, já quer correr (é um esporte natural). E pode continuar a correr por toda a vida.

Para começar, só depende de você.

Não é necessário mais 10 jogadores, um carro de formula 1, uma piscina ou uma bicicleta. É preciso apenas um bom par de tênis e estar autorizado pelo seu médico para iniciar.

Correr faz amigos e acalma os mais exaltados

Alguém já viu ou ouviu falar de brigas na São Silvestre? Ou em alguma maratona internacional? É claro que não. ?

E nos estádios de futebol? Até parece um campo de guerra. Cada vez mais se torna freqüente a rivalidade entre as torcidas causando até morte.

A corrida é o esporte mais solidário que existe. Todos que participam da principal corrida da América Latina, a São Silvestre (15 km), que a cada ano aumenta o número de participantes (já são mais de 15 mil atletas), julgam-se amigos sem nunca terem se visto antes.

Há uma grande confraternização, antes, durante e após a prova.

Cada participante se interessa e se preocupa com o seu companheiro de prova, e faz questão de saber como está e qual foi o seu tempo.

Em Nova Iorque, no ano de 2001, mesmo após o atentado terrorista que chocou o mundo em 11 de setembro, no mês de novembro foi realizada a maratona mais famosa do mundo. Lá estavam reunidos mais de 30 mil corredores. Todos com um só objetivo: “PAZ”!

Afinal, saúde todos já tinham, principalmente pela determinação de correr os 42.195 metros.

Qualidade de vida é saúde. Saúde é movimento!

O atleta do século, o Rei Pelé (Edson Arantes do Nascimento), que hoje completa 68 anos, costuma dar as suas corridinhas diárias, que o mantém "esbelto" e cheio de energia. Pelé também chegou a correr os 100 metros rasos para 11 segundos. O Airton Senna, tricampeão mundial de formula 1, também foi um excelente atleta. Presencie cravar 40 minutos nos 10 mil metros no Centro Olímpico de Treinamento em Pesquisa em São Paulo. Foram 25 voltas na pista de 400 metros com parciais de 1min36 e 4 minutos nas passagens dos 1.000 metros. Isso mostra que para ser o melhor do mundo, tem que corre, e muito bem!

O doutor Kenneth Cooper, responsável pelo boom nos anos 70 pela prática dos exercícios aeróbios, hoje, com mais de 70 anos, continua correndo, fazendo palestras e participando de provas pedestres ao redor do mundo.

Pesquisas recentes apresentadas no Colégio Americano de Medicina Esportiva (American College Sports of Medicine) demonstraram que a prática da corrida e caminhada (exercícios de alto impacto) na terceira idade, além de controlar os níveis de colesterol, diabetes, obesidade, fortalecem os ossos, evitando a osteoporose. Outro estudo apresentado mostra que a corrida auxilia as pessoas que sofrem de depressão.

O Campeonato Mundial de Atletismo para Veteranos (atletas com idade superior aos 40 anos) reúne a cada ano mais de 10 mil participantes. Há pouco mais de 5 anos não chegava a quinhentos.

Assim como o vinho, "quanto mais velho, melhor".

A corrida é um santo remédio!

Wanderlei de Oliveira

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Song Bits: no ritmo da música

Tri Sport (edição de setembro)

Atletas que ouvem música quando se exercitam conhecem muito bem os efeitos motivacionais que uma boa seleção pode produzir no seu treinamento, ajudando inclusive a melhorar a performance. Existem hoje estudos que comprovam os benefícios da música no esporte, além de exemplos de atletas de alto nível que fazem uso disso em competições importantes, como o nadador norte-americano Michael Phelps, que faturou oito medalhas de ouro nos Jogos de Pequim e em todas as provas que disputou estava lá sempre com seu iPod.

No caso de Phelps, a música é um estímulo para aumentar a adrenalina à beira da piscina antes da competição. “Quebrei meu primeiro recorde mundial ouvindo música antes. Naquele dia, percebi que estava diferente na piscina. A música me deixou agitado. Não pensei em mais nada a não ser em nadar”, disse Felps em entrevista concedida a um especial para uma TV norte-americana. A trilha sonora que o campeão usa para isso, segundo publicado na revista People, uma seqüencia do rapper Lil ‘Wayne, sobretudo a faixa I’m Me, do disco “The Carter III”.

Outro exemplo famoso é o do etíope Haile Gebrselassie, que estava em busca do recorde dos 2.000 metros indoor e descobriu que, se corresse no ritmo da música Scatman, de John Scatman, poderia de alguma forma a atingir seu objetivo. E isso há dez anos, quando pouco ou nada se falava a respeito dos benefícios da música para a performance. Dito e feito. Em fevereiro de 1988, o atual recordista do mundo de maratona bateu a marca mundial dos 2.000 metros em pista coberta ao som de Scatman. Quando perguntando sobre o porquê da escolha da música, o etíope disse que o ritmo é um pouco mais rápido do que o de suas pernas. “A música me motiva e me faz correr mais rápido”, disse o etíope.

Um estudo elaborado pelo dr. Costas Karageorghis, professor de psicologia da Universidade de Brunel, em Londres, mostra que o impacto da música associado ao exercício pode aumentar em até 20% a performance do atleta se a seleção for bem escolhida. Segundo o pesquisador, “pode ser essa a diferença entre chegar em 1º lugar ou na 4ª ou 5ª posições”. A também recordista mundial de maratona, a inglesa Paula Radcliffe, também é adepta da música no treinamento. Segundo ela, seu uso é muito útil para quebrar a monotonia, principalmente quando faz exercícios de fortalecimento em academia ou mesmo em atividades indoor de cross-training, como bike, elliptical ou ski-machine.

Embora seja certo e haja exemplos de sobra que a música bem escolhida interfere de forma positiva na performance do atleta, na hora de optar por colocar um fone no ouvido e ligar o som no último volume para correr, há de se considerar os prós e os contras.

Os prós

- A música tem um poder estimulante e motivacional. Ela ajuda você ir mais adiante num treino quando poderia desistir. Exercícios que poderiam ser monótonos tornam-se mais estimulantes com o uso de música, já que desvia a atenção da mente para o som.
- Além de ter um poder motivacional antes e durante o exercício, a música serve também para relaxar a mente. Isso pode acontecer durante exercícios mais leves, de apenas rodagem, ou mesmo no aquecimento e no desaquecimento.
- A música coloca diversão na sua rotina de treino, principalmente quando a playlist é bem selecionada e “casa” direitinho com seu treino do dia.

Os contras

- Apesar de ser estimulante e motivacional, é preciso ter cuidado para não desviar a atenção do movimento e da técnica do exercício. Você pode ficar muito empolgado e sair completamente do ritmo, correndo o risco de se machucar e treinar completamente fora daquilo que é sua capacidade.
- Quando você está com fones de ouvido, é preciso ter atenção redobrada com o que acontece no ambiente à sua volta, principalmente para quem corre na rua, que deve ter muito cuidado com os carros. Corra sempre na direção contrária dos carros para poder visualizar o movimento. No pedal ao ar livre, é completamente desaconselhável o uso de fones de ouvido.
- Uma pessoa que treina muito com música pode achar monótono fazer o mesmo treino sem música. Lembre-se de que em situações de prova hoje em dia em muitos casos não é permitido o uso de fones de ouvido. Por isso, tenha a certeza de que você saberá lidar com isso numa competição.

Fernanda Paradizo Parte de matéria publicada na revista Tri Sport, edição de setembro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Exercite a memória - correndo!


A corrida pode fazer você ficar mais inteligente

"Essas melhoras, entretanto, diminuíram quando os corredores pararam o treinamento, o que sugere que exercícios contínuos são necessários para que se mantenha o beneficio”, disse o autor do estudo, dr. Kisou Kubota, da Nihon Fukushi University, em Handa, Japão.

Wanderlei de Oliveira

Uma pesquisa apresentada na reunião anual da International Society For Neuroscience (Sociedade Internacional para Neurociência) em dezembro de 2006, indica que os exercícios regulares geram "melhora significante na memória e outras habilidades mentais, também conhecidas como função cognitiva".

Imagem: Joan Benoit - Primeira campeã da Maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles - USA (1984) - IAAF

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Atletas bem rodados

LSD

Não se assustem. Não é nenhuma droga alucinógena.
LSD é a sigla do long slow distance (longa distância lentamente), método de treino criado pelo técnico neozelandês Arthur Lydiard nos anos 60. Lydiard, antes de aplicar com seus atletas que fizeram sucesso nos Jogos Olímpicos, testou em si próprio, uma vez que era gordo e se considerava totalmente fora de forma. Assim ele conseguiu ganhar resistência, melhorar o sistema cardio-respiratório e condicionamento físico, a ponto de participar de competições de longa distância como a maratona (42.195 metros). Com o tempo, ele introduziu os treinos de velocidade para aprimorar seu sistema anaeróbio. Apesar de seus atletas serem corredores de 800 e 1500 metros rasos, eram capazes de correr provas de 10 e 21 quilômetros fora da temporada competitiva. Esse fato acrescentava um valor especial na final das principais competições como os Jogos Olímpicos onde os atletas treinados por Lydiard corriam forte os últimos 400 metros devido aos longos treinos de resistência aeróbia.

Bem rodado

Muitos acharam um exagero quando postei que até o momento já atingi mais de 75 mil quilômetros. Pasmem! O José Luiz Barbosa, o nosso Zequinha, 47 anos, atleta olímpico e campeão mundial indoor dos 800 metros rasos em 1987 nos Estados Unidos, em vinte e três anos de carreira de alto nível, comentou que seu técnico o Luiz Alberto de Oliveira, tem registrado mais de cento e setenta e seis mil quilômetros rodados. Como o próprio Zequinha afirmou: “isso porque eu corria 800 metros, imagina o Haile Gebresalie, 35 anos, atual recordista mundial da maratona”. Zequinha possui a melhor regularidade da história dos 800 metros, correu 17 vezes na casa de 1min43 e 44 vezes em 1min44. Seu melhor resultado é de 1min43seg08.

No sábado quando fui retirar o kit para os 10 K Santos Dumont que seria realizado no domingo dia 12 em Santana, no Campo de Marte, encontrei o José João da Silva, 53 anos, organizador da prova, bicampeão da São Silvestre (1980 e 1985), ex-recordista brasileiro dos 5 e 10 mil metros em pista e rua. Ao me ver comentou entre todos os presentes que eu era o atleta em atividade mais antigo do Brasil, que tinha muitos quilômetros rodados. Mas o principal foi vê-lo feliz por saber que iria participar da prova. Abraçou-me e disse que em 2013 chegará aos 300 mil quilômetros.

O Zé João e o Zequinha, além de excepcionais atletas, grandes amigos, são pessoas maravilhosas!

O atletismo brasileiro e mundial sente orgulho pelas suas conquistas.

Parabéns a eles que são professores e a todos os mestres.

Wanderlei de Oliveira

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

5.000 metros de tempo-run

O tempo-run é um método moderno de treinamento, onde se estabelece a distância a ser percorrida e os tempos de passagens por quilômetro.
Exemplo: 5.000 metros em pista de forma contínua (sem paradas).
É um excelente treino para se trabalhar com monitor cardíaco como auxílio no controle da freqüência cardíaca e ritmo de corrida.

AVALIE SEU CONDICIONAMENTO FÍSICO
O melhor indicativo de sua atual condição física: - sempre será o seu desempenho nos treinos. Observe o seu comportamento no TEMPO RUN de 5.000 metros.
· Os primeiros 2.5 K tem que ser igual ou mais rápido (no máximo 30 segundos) em relação à segunda metade.
· Se você iniciar muito rápido, corre o risco de parar nos próximos quilômetros.
· Caso esteja correndo mais rápido em treino (tempo real) do que nas provas, é sinal de que esta fazendo algo errado (verifique o tempo estipulado e consulte seu técnico). Conduza o seu treino com inteligência caso esteja correndo em temperaturas altas e umidade relativa do ar superior a 80%, fatores determinantes para uma possível queda no rendimento.

Esse tipo de treino além de ser uma excelente referência para as próximas competições, mostra o nível de concentração do atleta durante o teste, o que fatalmente será transferido para a prova.

CORRA COM O RELÓGIO NAS PERNAS
Esta expressão do famoso técnico português, Mário Moniz Pereira (técnico de Carlos Lopes, campeão e ex-recordista olímpico com 2h09min e Fernando Mamede, ex-recordista mundial dos 10.000 metros), simboliza bem o sentido exato de se ter a noção do ritmo que se pretende desenvolver em uma competição. Um exemplo recente dessa da importância de ser ter o controle do ritmo foi do etíope Haile Gebrselassie de 35 anos que pela primeira vez na história da maratona (42.195 metros) melhorou o resultado para 2h03min59, na Maratona de Berlim realizada em setembro. Suas parciais na meia maratona foram de 1h02min04seg e 1h01min55seg, ou seja, apenas 9 segundos mais rápido na segunda metade.

Wanderlei de Oliveira

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Valores e Compromissos


Saudades dos tempos em que um aperto de mão selava o compromisso entre homens.
Saudades dos valores que se dava quando se pedia a benção dos pais, tios, avós.
Saudades de um olhar afetivo, sem malícia.

Saudade de palavras ditas com o coração que engrandeciam as pessoas.
Saudades de pessoas sinceras, fortes o suficiente para admitirem seus erros. Corrigi-los, que não joguem seus problemas nas costas de outros.

Esses valores não nos são ensinados na escola.

Aprendemos com a disciplina, respeito à vida, ao próximo.

Muitos, assim como nós, tiveram a oportunidade de crescerem amparados pelo carinho de nossos pais. Estudamos nos melhores colégios. Viajávamos nos finais de semana.

Tudo isso é muito importante, mas não define o caráter de uma pessoa. Um exemplo disso é a Ana Luiza dos Anjos Garcez, que no dia oito, quarta-feira, completou 46 anos. Ex-menina de rua fazia uso de drogas. Não nasceu em berço de ouro. Não conheceu seus pais. Não tem família.

Porém, os valores e compromissos estão bem intrínsecos em sua índole. É uma pessoa que respeita o próximo. Respeita os horários. Respeita a opinião das pessoas de quem ela gosta. E quando gosta, faz de tudo. É uma pessoa sensível. Apesar de às vezes parecer agressiva, mas é uma defesa, pelas dificuldades que a vida lhe impôs por viver na rua com marginais.

Esses valores e compromissos, não foram ensinados.

A cada dia, aumenta minha admiração por esse ser humano – de valor.

As pessoas quando a vêem, demonstram carinho, admiração, respeito.

Hoje ela orienta um grupo de crianças na iniciação do atletismo no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães. Projeto da Federação Paulista de Atletismo e da Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo.

Temos muito que aprender com o ser humano.

Wanderlei de Oliveira

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dicas para a Meia do Rio

Quem vai correr no domingo a Meia maratona do Rio de janeiro não deve descuidar de nenhum detalhe nos próximos dias. Tá certo que 12 de outubro é Dia da Criança, mas correr 21k na Cidade Maravilhosa não é brincadeira, principalmente para quem vai pela primeira vez. Portanto, aqui vão mais algumas dicas básicas do técnico Wanderlei de Oliveira, da Federação Paulista de Atletismo, que podem fazer grande diferença.

Treinamento


Nada de querer recuperar o tempo perdido com treinamento agora. O que tinha que ser feito já foi. O melhor é se concentrar no ritmo de prova que é compatível com aquilo que você vale hoje. Faça apenas treinos de soltura, com rodagens de no máximo 8k, bem leve. Se estiver acostumado a fazer treinos de qualidade, na quarta-feira é um bom dia para fazer alguns tirinhos curtos, como de 6 a 8 repetições de 400 metros (com 1h30 de pausa ativa entre os tiros em trote leve) ou mesmo um fartlek alternando 1 minuto forte com 1 minuto fraco. Podem ser feitas também 2 ou 3 repetições de 1.000 metros, com pausa de 3 minutos entre os tiros. Isso se já estiver acostumado com esse tipo de treino. Do contrário, é melhor só rodar.

Alimentação, hidratação e descanso

Dê especial atenção ao dia anterior da prova. Descanse o máximo e fique longe do sol. Alimente-se conforme os hábitos pessoais. Procure evitar coisas gordurosas (carne bovina, suína, ovos, frituras) e nada de bebida alcoólica. Prefira alimentos leves e de fácil digestão. Dê preferência para alimentos ricos em carboidrato (massas em geral, arroz, batata), saladas cruas sem muito tempero e frutas, como banana, pêra, maçã, mamão e nectarina. Beba bastante líquido e verifique a cor da urina para saber se está bem hidratado. O ideal é que ela esteja bem clara. Procure deitar cedo e vizualize-se completando o percurso em bom estado físico e feliz por ter vencido o desafio.

Prepare o kit de corrida

Por causa das altas temperaturas registradas nesta época do ano, opte por tecidos que não retenham o suor, para manter o corpo sempre seco. Separe a roupa que vai utilizar e já pregue o número na camisa. Nada de estrear tênis no dia da prova. O melhor é correr com um que já esteja em uso, para evitar problemas. Use meias sem costura para não correr o risco de fazer bolhas. Por causa da umidade, os pés ficam mais encharcados do que o normal. Proteja a pele com protetor solar, faça chuva ou faça sol. Separe uma sacola com roupas secas para o final da prova.

O dia da corrida

Acorde cedo para dar tempo de tomar um bom café da manhã, já que a largada acontece só às 9h15. Suco natural, iogurte desnatado com cereais, pão integral com geléia, queijo branco, banana-prata ou uma maçã são bem-vindos. Tome seu café da manhã por volta das 6h30 para que dê tempo suficiente para fazer a digestão. Programe-se para chegar em São Conrado, local de largada, cerca de 1 hora antes do início da prova. Leve com você uma fruta ou uma barra de cereal e água para ingerir no caminho. Fique longe do sol. Inicie os alongamentos 40 minutos antes da prova e, se o objetivo é fazer tempo, faça um trote de aquecimento de uns 15 minutos para já começar a correr próximo do ritmo que pretende fazer. Posicione-se no local da largada de acordo com seu nível técnico e tenha cuidado com a multidão de pessoas e com os atropelos no início da prova. Comece a corrida já controlando o ritmo e use o início, em subida, como um aquecimento.

E boa sorte. Afinal, agora é com você.

Escrito por: Fernanda Paradizo, Nike Blogger
http://www.nikecorre.com.br/2008/10/07/dicas-para-a-meia-do-rio/

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Devagar

Os sábios filósofos orientais propagavam a máxima “devagar e sempre”.

O escritor escocês Carl Honoré em seu livro “devagar” – como um movimento mundial está desafiando o culto da velocidade, divulga os benefícios da onda do “slow”- para combater o estresse, (editora Record).

Com algumas mudanças de atitudes você pode melhorar sua qualidade de vida. Para Honoré: “precisamos apenas dar a concentração e a energia certa para cada situação, segundo nossa própria medida. Cada pessoa tem o seu ritmo de comer, caminhar, escrever, ler...”

“Passamos um século perseguindo formas de acelerar o nosso tempo com as conquistas tecnológicas. E isso foi fundamental por um período. Porém, hoje em dia, a tecnologia joga mais contra do que a favor. Em função dela vivemos acelerados demais e sem controle sobre isso. Temos que tomar o controle. Ser “slow” significa tomar o tempo em suas mãos, não ser arrastado por ele”, diz Carl Honoré.

Use o tempo a seu favor

Aos dezoito anos de idade era um velocista. Queria fazer tudo rápido e ainda achava que estava devagar. Isso era conseqüência do tipo de prova que competia, os 200 e 400 metros rasos. Foi nessa ocasião que resolvi lançar um desafio. Projetei a minha primeira maratona para os 31 anos de idade. Acreditem, em Nova Iorque. Como iniciei na prática do atletismo no ano de 1966, em 1991 já teria 25 anos de treinamento. O suficiente para vencer os 42.195 metros, sem choro. A preparação para a maratona foi uma lição de vida. Aprendi a planejar, ser persistente, ter paciência e o mais incrível que possa parecer: - correr devagar. Foram 217 minutos em movimento constante, ou seja, 105 repetições de 400 metros para 2min02seg sem intervalo. Porém, chorei de felicidade! Dediquei essa conquista ao meu pai Olavo de Oliveira.

Wanderlei de Oliveira

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Alta Performance em Fuerzabruta

Em tudo na vida exige um bom condicionamento físico.

Fiquei surpreso na última sexta-feira em que acompanhei os profissionais da Loducca, agência de publicidade a apresentação do grupo argentino De La Guarda no espetáculo Fuerzabruta.

Simplesmente fantástico!

Um dos espetáculos mais interessantes que já assisti até agora.

Não é a toa que desde sua estréia em 2005 na cidade de Buenos Aires, Argentina, percorreu o mundo deixando as platéias hipnotizadas.

Criado pelo diretor Diqui James e pelo diretor musical Gaby Kerpel,
a apresentação é feita sob uma tenda no Parque Villa-Lobos, quando no escuro um sujeito aparece vestido de terno e gravata andando acima das cabeças do público. O ritmo começa a ficar mais intenso até o ator-atleta disparar em alta velocidade, explodindo paredes e passando por vários cenários.

Ao longo do espetáculo que dura pouco mais de 40 minutos, presenciamos acrobacias impressionantes nas laterais da tenda e na gigantesca piscina plástica transparente que fica no teto.

Preparem-se para um show eletrizante de alta performance.

Corra, pois as apresentações vão até o próximo domingo dia 12.

Vamos Juliana, você agora é meia-maratonista!

Pequenas coisas podem ter um valor imensurável. Fiquei muito feliz quando a ex-sedentária e iniciante em corrida Juliana Jeminez, orientada pela professora Mônica Peralta completou a Meia-maratona Internacional de Buenos Aires no dia 21 de setembro. O esporte lhe trouxe tanta sinergia, que ela e o seu marido Enzo Ebina que completou a prova em 1h45, presentearam o pai e sogro com sua primeira viagem internacional. Rui Carlos Jeminez concluiu em 1h51min.

Hoje pela manhã sob chuva, durante o treino de interval-training, gritei para a Juliana, vamos lá que agora você é meia-maratonista. Ela sorriu felicíssima ciente da importante conquista, superação e determinação em vencer os primeiros 21 quilômetros.

“Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje”

Wanderlei de Oliveira

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Primavera no Parque do Ibirapuera


A primavera é uma das estações mais esperada e festejada no ano.

O Parque do Ibirapuera em São Paulo é uma das maiores áreas verdes da capital e a preferida do paulistano para a prática da caminhada e corrida matinal.

Lá também são encontradas mais de cem espécies de pássaros.

Um dos mais bonitos é o cardeal. Uma das aves que estão em risco de extinção.

Na época da colonização o Parque do Ibirapuera foi uma área alagadiça que abrigava uma aldeia indígena. Na língua tupi, ibirá significa árvore e puera, o que já foi: - árvore apodrecida. Na década de 20, o prefeito da cidade de São Paulo, José Pires do Rio, pensou em transformar o local em um parque como o Bois de Boulogne em Paris na França, o Hyde Park em Londres na Inglaterra e o Central Park em Nova Iorque nos Estados Unidos. Manuel Lopes de Oliveira o “Manequinho Lopes”, um apaixonado por plantas, iniciou em 1927 o plantio de centenas de eucaliptos australianos com objetivo de drenar o terreno e eliminar o excesso de umidade.

Inaugurado no dia 21 de agosto de 1954 no IV Centenário de São Paulo, foi lá que meus pais Olavo de Oliveira e Tereza Campos de Oliveira se conheceram. A área total é de mais de 1,5 milhão de metros quadrados de verde. Projetada pelo famoso arquiteto Oscar Niemeyer e paisagismo de Roberto Burle Marx. Várias atrações podem ser acompanhadas no Museu de Arte Moderna, Planetário, Pavilhão da Bienal, Pavilhão Japonês.

Para o diretor de arbitragem da Federação Paulista de Atletismo e corredor Francisco Ferreira, foi uma surpresa agradável treinar na Praça da Paz, “parece que estamos correndo em um campo de golfe”, comentou.

Entre as várias atrações do Parque do Ibirapuera estão: Museu de Arte Moderna, Planetário, Pavilhão da Bienal, Pavilhão Japonês e shows de vários artistas, orquestras, exposições aos finais de semana.

Esta é nossa simples homenagem ao dia de São Francisco de Assis, que faleceu no dia 3 de outubro de 1226. Patrono dos animais e do meio ambiente.

Wanderlei de Oliveira

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Um brinde aos primeiros 75 mil quilômetros


Para ser mais preciso, são 75.029 quilômetros rodados desde 1966 quando iniciei na prática do atletismo.

Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 quilômetros pela linha do Equador.

São duzentos e setenta seis dias do ano e o volume de rodagem chegou à casa dos 2.964 quilômetros. A média esta em 10,8 quilômetros por dia.

Mas o meu principal parceiro desde 1982, quando foi lançado, tem sido o Nike Pegasus. Na época não existia o sistema “air”. A CORPORE – Corredores Paulistas Reunidos, uma das responsáveis pelo crescimento da corrida de rua no Brasil, também foi a pioneira em ditar a moda esportiva. O triatleta e empresário Flávio Aronis me presenteou com um exemplar e me tornei fã do modelo.

Acredito ser o único a usar a mesma marca desde então e um dos poucos brasileiros há tantos anos correndo sem interrupções.

Cada par de tênis dura em média 500 quilômetros

Hoje aposentei um Nike Air Pegasus dos nove pares que uso ao longo do ano para treinos de rodagem e dois modelos do Nike Air Vomero 2, que revezo nos treinos de pista e competições. Nos Estados Unidos já foi lançado a versão 3 do Vomero no masculino e feminino.
A função do tênis é absorver o impacto. Para se recuperar de cada treino, eles precisam de 48 horas.
Daí a necessidade de revezá-los.
Ter no mínimo dois pares para rodagem e um par para treinos de qualidade, quem treina apenas quatro vezes por semana. Se treinar todos os dias como eu, são necessários onze pares.

Seus pés, joelhos, coluna, lhe agradecerão.

Wanderlei de Oliveira

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Em ritmo de meia

Você que está treinando duro para enfrentar a Meia maratona do Rio de Janeiro, no dia 12 de outubro, e ainda não conhece alguns detalhes da prova, reunimos aqui algumas dicas que podem ajudá-lo a estabelecer uma estratégia para o dia D.

Cuidado com o início: A prova começa em subida, em São Conrado, na Avenida Niemeyer. São 2 km subindo e mais 3 km descendo. É mais prudente não forçar o ritmo. Desça o morro com calma e deixe que os mais apressados o ultrapassem.

Água para dentro: O primeiro posto de água da prova é no km 4 e depois você terá água à disposição a cada 2 km. Não descuide da hidratação um só momento, até porque existe uma grande possibilidade de estar muito quente e úmido no dia, já que estaremos na Primavera. E sua perda será muito maior, comprometendo não só sua performance, mas principalmente sua saúde. Programa-se para tomar seu gel de carboidrato junto com os postos de água, conforme seus hábitos pessoais.

Correndo na praia: Quando atingir o Aterro do Flamengo, no km 14 da meia, vai estar correndo beirando a praia, onde o visual é magnífico. Se você forçou muito no início, pode começar a pagar o preço exatamente nesse local. Mantenha a calma e diminua se necessário, até que se sinta melhor. Se conseguiu segurar o ritmo na primeira metade da prova, é provável que nesse ponto comece a colher os frutos de uma boa performance. O apoio do público é contagiante.

Avistando a chegada do lado de lá: Um dos pontos críticos da prova, principalmente para quem forçou muito no início, é correr na Praia do Flamengo e ver no lado oposto os atletas mais rápidos cruzando a linha de chegada. Isso acontece a partir do km 15. E o pior de tudo é que você não consegue visualizar o retorno, que só acontece no km 19. Concentre-se na prova, sem se preocupar com os atletas que estão do outro lado, à sua frente. São altos e baixos que você deverá saber administrar.

Só mais 2 km para o final: Agora sim você atingiu o outro lado da via e está correndo em direção à chegada. Faltam apenas 2 km para o final e, se estiver bem, é o momento de apertar o passo para tentar ganhar alguns minutinhos no tempo final.

Cruzando a linha de chegada:
Ao finalizar a prova, não pare completamente. Continue andando e respirando pausadamente até que sua freqüência cardíaca volte ao normal. Ao menor sinal de desconforto, procure o serviço médico. De resto, hidrate-se bem, troque a roupa molhada e comemore a conquista.

Escrito por: Fernanda Paradizo, Nike Blogger / colaboração de Wanderlei de Oliveira, Federação Paulista de Atletismo

http://www.nikecorre.com.br/2008/09/24/em-ritmo-de-meia/

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Berlim a Maratona dos Recordes.


No ano de 1998 o brasileiro Ronaldo da Costa vencia a Maratona de Belim com o tempo de 2h06min05seg, com direito a cambalhota na linha de chegada. Essa imagem foi destaque nos documentários internacionais.

Em 2003, o queniano Paul Tergat, aos 33 anos estabelecia novo resultado com 2h04min55seg. No ano passado com 2h04min26seg, foi a vez do etíope Haile Gebrselassie, que pela primeira vez na história da distância (42.195 metros) melhorou o resultado para 2h03min59, no mesmo local, um ano depois e a terceira vitória consecutiva. Com parciais de 1h02min04seg e 1h01min55seg, ou seja, apenas 9 segundos mais rápido na segunda metade.

Gebrselassie é o maior destaque da Etiópia no atletismo internacional. Bicampeão olímpico dos 10.000 metros (Atlanta 96 e Sydney 2000), Haile Gebrselassie, hoje com 35 anos, foi recordista mundial de pista nos 10.000 metros com 26min22s75, média de 2min38s por quilômetro, estabelecido em Hengelo, Holanda, no dia 1º de junho de 1998, e dos 5.000 metros com 12min39s36, média de 2min32s por quilômetro, em Helsinque, Finlândia, doze dias depois.

Em 2002, em Doha, no Catar, registrou o recorde mundial dos 10 km em rua, com 27min02s, que permanece até hoje. Esse resultado lhe rendeu o prêmio de 1 milhão de dólares pela conquista. Esta é uma prova especial para poucos convidados que vão de jatinho particular e ficam hospedados no castelo do xeique. Gebrselassie também foi recordista mundial dos 21 K (58min55) estabelecido em Phoenix nos Estados Unidos em janeiro de 2006.

“O único motivo que pode me fazer parar com os recordes é a idade” afirmou após a prova em Berlim.

Mas não é bem isso que parece, Haile Gebrselassie ainda reserva muitas surpresas para os apaixonados pela corrida de rua.

Wanderlei de Oliveira

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Saúde é movimento!

Com esta simples frase o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin abriu o encontro de esportistas em uma cantina no tradicional bairro do Bexiga nesta sexta-feira. Descontraído, afinal se sentia a vontade no meio dos atletas, revelou que iniciou praticando judo na adolescência em Pindamonhagaba, interior de São Paulo. " Meu mestre foi o Paulo "Aço", o Paulo de Oliveira, pai do João Carlos de Oliveira, o "João do Pulo" que foi recordista mundial do salto triplo e também natural de Pindamonhangaba". "O esporte me ensinou a disciplina, determinação e persistência para conseguir um objetivo".
O presidente da Federação Paulista de Atletismo, José Antonio Martins Fernandes, popular "Toninho" compareceu ao evento que reuniou mais de 500 representantes de várias modalidades do esporte.
Ana Luiza dos Anjos Garcez "Animal", André Oliveira, medalhista em Pequim na Paraolímpiada, Zequinha Barbosa, Marcelo Lima, a professora Mônica Peralta e os amigos da FPA: - Cristiano Barbosa, Marcos Kaczan, Raphael Silva, Roberto Quaglione, Geraldo Carvalho, Ariovaldo Reis dos Santos, marcaram presença.
E como não podia faltar, muita massa, saladas e refrigerantes para todos os esportistas.

Wanderlei de Oliveira