terça-feira, 4 de novembro de 2008

O medo da morte

Depois que o mundo assistiu pela televisão no dia 25 de janeiro de 2004 a morte súbita aos 24 anos do jogador húngaro Miklos Fehér do time de futebol do Benfica de Portugal, todos se assustaram. Diariamente morrem milhares de pessoas no mundo. Nos esportes, proporcionalmente esta incidência é pequena, uma vez que a maioria dos esportistas são pessoas saudáveis. Mas não é uma regra. Poucos são os jogadores de futebol que podem ser considerados um ‘verdadeiro atleta’, haja visto, a má vontade com que a maioria vão para o treinamento físico e a disposição com que participam dos jogos. Freqüentemente assistindo a Gazeta Esportiva da TV Gazeta, vejo jovens jogadores dizendo que estão fora de forma. É ridículo, vindo de um profissional do esporte, que é pago para somente se dedicar à prática do futebol. Todos têm a obrigação perante aos clubes e patrocinadores, de estarem ao longo da temporada 100% preparados, afinal, esse é o seu trabalho.

Qualquer pessoa, em poucos meses de treinamento orientado, acompanhamento médico e disciplina, é capaz de correr uma São Silvestre (15 Km) com muitas subidas e descidas.

Agora, um jogador de futebol, que treina em dois períodos (manhã e tarde), reclama quando tem que correr a mais se o companheiro lança a bola longe dos seus pés.

As famosas noitadas dos jogadores, muitas das vezes, são regadas de bebidas alcoólicas, comidas gordurosas e cigarro. Qualquer leigo sabe que isto não é saudável. Não estou recriminando o comportamento dos jogadores, cada um faz o que acha correto, mas relato fatos que são presenciados pela mídia e torcedores.

O verdadeiro atleta se dedica de corpo e alma aos seus objetivos.

Todo excesso, pode trazer conseqüências negativas para o organismo. Noites mal dormidas, alimentação inadequada, altas doses de álcool, falta de condicionamento físico, altas temperaturas e herança genética, podem predispor a desconfortos durante uma partida de futebol ou qualquer outra atividade física que exija do praticante.

Hoje a medicina moderna esta tão avançada que pode reverter casos de doenças se detectados logo no início.

Os médicos do esporte que acompanham todos os principais atletas do mundo do futebol são extremamentes qualificados para tal. Os grandes clubes possuem verdadeiros laboratórios com aparelhos de ultima geração.

Se você leitor, que gosta de praticar esportes, e já faz alguns meses que não faz os exames médicos, e não possui a retaguarda de um clube de futebol, vai aqui uma dica para ‘correr seguro’:

Hemograma completo (mais glicose, ferritina, ácido úrico, colesterol e frações, urina tipo 1 e parasitológicos) - serve para diagnosticar casos de colesterol alto, diabetes, anemias e outros problemas que precisem ser tratados antes de se submeter a qualquer esforço físico.

Teste de esforço (também chamado de potência aeróbia ou ergoespirométrico) - realizado em esteira ou bicicleta ergométrica, vai detectar se existe ou não alguma anomalia cardíaca durante o esforço físico e também vai indicar qual seu atual nível de condicionamento.

Check-up dentário - Ao se submeter ao programa de treinamento, você vai utilizar todas as suas reservas. Sendo assim, qualquer tipo de infecção, por menor que seja, pode ter seu quadro agravado.

Avaliação nutricional - Checar os hábitos alimentares e adequá-los às novas necessidades calóricas impostas pela carga e volume de treinamento são providências mais do que bem-vindas. Além disso, se você estiver com um índice de gordura mais alto do que o normal para a prática da corrida, é importante seguir uma dieta.

Avaliação ortopédica - Dor ciática, anormalidades na coluna, obesidade, má postura, lesões antigas nos meniscos ou nos ligamentos ou até mesmo um formigamento são algumas pistas que podem levar o ortopedista a detectar problemas que podem se agravar quando colocados à prova.

Wanderlei de Oliveira

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