segunda-feira, 9 de junho de 2008

Devagar e sempre, até sentir falta


Em 2006, participamos de um workshop para jornalistas sobre “atualização em medicina esportiva”, onde foram abordados vários assuntos relacionados à atividade física. Com a massificação da corrida de rua no Brasil e no mundo, e a constante busca por uma melhor qualidade de vida nas grandes cidades, é comum se ver iniciar a prática esportiva de forma brusca e exagerada. Aproveitamos a oportunidade para fazer uso das sábias palavras do professor doutor Henrique Lederman, “devagar e sempre, até sentir falta”. Lederman, de 60 anos, é professor titular de radiologia da Unifesp – Universidade de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, e também maratonista, com participação em seis maratonas internacionais.

Lento e suave
Quando uma pessoa inicia um exercício físico, o organismo sofre transformações no funcionamento para adaptar os órgãos a essa mudança. Coração, pulmões, músculos e circulação passam por modificações que, dependendo dos antecedentes e hábitos, resultarão em maior ou menor eficácia na produção de energia. Essa fase inicial é de fundamental importância para qualquer tipo de atividade física. Para que ocorra uma perfeita adaptação ao exercício, é recomendável que o início da atividade seja lento e suave. Movimentos bruscos e rápidos são contra-indicados nessa fase de ajustes. O aquecimento prepara o atleta fisiológica e até psicologicamente para um evento e pode reduzir as chances de lesão articular e muscular. O processo de aquecimento alonga os músculos e, portanto, permite alcançar um maior comprimento quando uma força é aplicada. Fazem parte desse aquecimento exercícios de alongamento, trotes leves e suaves e exercícios articulares de amplitude (passadas mais largas em um percurso plano e reto). Nesse aquecimento os músculos específicos devem ser utilizados de forma a simular a corrida e a produzir toda a amplitude dos movimentos articulares.

O aquecimento deve ser gradual e suficiente para aumentar a temperatura muscular e central, sem causar fadiga nem reduzir as reservas de energia. É claro que isso varia de pessoa para pessoa. Um bom aquecimento para um atleta olímpico pode levar à exaustão uma pessoa que se exercita por recreação. Se possível, faça uso diário de seu frequêncímetro para o autocontrole de sua freqüência cardíaca (cada pessoa possui um sistema cardiovascular e respiratório - único), assim você terá a certeza de não ir além do necessário (verifique o limiar no resultado de seu exame ergoespirométrico). Nas rodagens, utilizamos o sistema aeróbio (equilíbrio de oxigênio). Nos treinos de ritmo, intervalado, fartlek, o sistema anaeróbio (débito de oxigênio). O segredo do sucesso em competições é o equilíbrio e a eficiência dos sistemas aeróbio e anaeróbio.

Wanderlei de Oliveira

sábado, 7 de junho de 2008

BASTIDORES DA GASTRONOMIA


A corrida além de um excelente esporte, também é cultura, lazer, gastronomia e diversão.
Na belíssima manhã de outono de sábado na cidade turística de Campos do Jordão realizamos o treino de resistência aeróbia. O alongamento foi comandado pela educadora Mônica Peralta, que esta prestes a assumir um novo nome de batismo como mestre de Kundaline Yoga. O grupo formado por várias mulheres, iniciantes e algumas experientes que tiveram a oportunidade de conhecer um dos lugares mais bonitos de Campos do Jordão, considerada a Suíça brasileira. O circuito teve início no Palácio Boa Vista (residência de inverno do Governador de São Paulo) na Avenida Alto da Boa Vista até o Pico do Atalaia (1.900 metros de altitude) e retorno para o Palácio. Os iniciantes caminharam e alternaram corridas lentas em um total de 8 quilômetros. Já os corredores em treinamento fizeram 15 quilômetros como preparação para o VII Circuito Montanholi que será realizado no dia 21 deste mês em Morungaba, interior de São Paulo.

Curiosidades de Campos do Jordão
O Palácio Boa Vista em forma de castelo no estilo Mary Tudor, foi projetado pelo arquiteto Jorge Ptzrembel em 1939, porém, foi inaugurado em 21 de julho de 1964. Sua decoração é feita com mobília antiga, possui valiosas obras de artistas contemporâneos como Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Rebolo, além de pratarias catalogadas, objetos religiosos e raras tapeçarias.

Sopa de romã, dica do maître.
O maître Oswaldo Silveira, 78, autor do livro “Bastidores da Gastronomia”, fez uma narrativa do best seller “Sopa de romã” da editora Jaboticaba. O livro é um romance escrito pela iraniana Marsha Mehran com tradução para o português de Nina Horta, proprietária do buffet Ginger aqui em São Paulo e também autora do best-seller “não é sopa, de 1996 da Companhia de Letras”.Ficou com água na boca? Então aproveite para fazer uma visita ao senhor Oswaldo Silveira de quarta a domingo no chiquérrimo restaurante Charpentier do Hotel Frontenac em Campos do Jordão.
Silveira é pentacampeão dos 10 K da Tribuna de Santos, segundo lugar na Maratona de Nova York em 2007, e foi um dos destaques da Escola de Samba Mocidade Alegre neste carnaval na ala da gastronomia, que reuniu vários chefes famosos.

Truite de La Montagne
Para saborear uma boa truta, não é preciso subir a Serra da Mantiqueira. Há excelentes restaurantes em São Paulo.Mas, para degustar a “truite de la montagne” uma novidade do maitrê somente em Campos do Jordão.O prato de entrada é uma iguaria, truta grelhada ao molho de ervas finas com rúcula, agrião, endívias. Acompanhado de um delicioso vinho branco.Como prato principal, uma outra surpresa: - o risoto dos mestres (arroz italiano, ervilhas, champion, tomate seco, favas).Tivemos a honra de sermos os primeiros a conhecer a mais nova criação do famoso maître.
Très Chic!

Wanderlei de Oliveira

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Paul Tergat um super-atleta


Foram seis participações na Corrida Internacional de São Silvestre que marcaram a história do queniano Paul Tergat na prova mais popular da América Latina. Já na sua estréia, venceu estabelecendo o recorde do percurso, com 43min12s, média de 2min52s, que permanece até hoje. Além de ser o único pentacampeão da corrida mais importante da América Latina, venceu em 1995, 1996, 1998, 1999 e 2000. Foi o segundo colocado em 97, quando foi superado no final da avenida Brigadeiro Luiz Antônio pelo brasileiro Emerson Iser Bem.

Origem humilde: Paul Tergat nasceu no dia 17 de junho de 1969 em Baringo, no Quênia, tem 1,82 metros e 62 quilos. Considerado o rei do cross-country, é pentacampeão mundial da modalidade (prova realizada em circuitos de terra e grama) de 1995 a 1999; foi recordista mundial dos 15 km por duas vezes, em 1994, em La Courneuve, França, com 42min12s, e no ano de 1998, com a passagem dos 15 km durante a prova de 21 km da Stramilano, na Itália, com 42min04s, e dos 10.000 metros em pista com 26min27s85 no dia 22 de agosto de 1997, em Bruxelas, na Bélgica. Por duas vezes foi o medalha de prata nos 10.000 metros nos Jogos Olímpicos, em Atlanta 96 e em Sidney 2000. Já qebrou o recorde mundial dos 20 km, com 56min18s, média de 2min48s por quilômetro, em abril de 1998, e na mesma data nos 21 km da Stramilano, com 59min17s. Já teve também a melhor marca mundial da meia maratona, com 59min06s, média de 2min47s por quilômetro, conquistada na Meia Maratona de Lisboa em 2000.

Descobridor de novos talentos: Hoje morando em Nairóbi, no Quênia, além de manter uma equipe de atletismo com mais de 300 crianças, dedica-se à preparação para provas de maratona, distância para a qual possui a segunda melhor marca da história com 2h04min55s, estabelecida na Maratona de Berlim (2003), marca que perdurou por exatos quatro anos, até ser batida pelo grande rival e amigo de Tergat, o etíope Haile Gebrselassie, que marcou 2h04min36s também em Berlim no mês de setembro de 2007.

Fato histórico: Assim como o etíope Abebe Bikila, medalha de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Roma em 1960, e Tóquio 64, treinou seu compatriota Mamo Wolde para se sagrar campeão da maratona dos Jogos Olímpicos do México em 1968, Paul Tergat ajudou seu pupilo Robert Cheruiyot, tricampeão da São Silvestre (2002, 2004 e 2007), tetracampeão da Maratona de Boston (2003, 2006, 2007 e 2008), além das vitórias na Maratona de Milão em 2002, Maratona de Chicago em 2006 e na Meia-Maratona de Lisboa também em 2006.

Pensamentos de Paul Tergat
“Eu não trocaria o Brasil por nada. Se tivesse um apartamento aqui, viria sempre. Em muitos lugares, só pensam em negócios. No Brasil, as pessoas sabem curtir a vida.”

“O importante não é vencer o tempo todo, mas estar preparado para vencer e também perder.”

“Recordes existem para serem quebrados.”

Wanderlei de Oliveira

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Lá vêm os quenianos!


Esta simples frase tem assustado muita gente nos últimos anos. Os atletas do Quênia, Robert Cheruiyot, 29, e Alice Timbilili, 24, confirmaram o favoritismo ao vencer a 83ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre. Robert Cheruiyot, que participou pela quinta vez da prova em 2001, na sua estréia, teve uma indisposição estomacal que lhe rendeu apenas a 21ª colocação. Mas uma semana depois, Cheruiyot venceu no Uruguai a Corrida Internacional de San Fernando, prova de 10 km, realizada entre as cidades de Punta Del Leste e Maldonado. Em seu vasto currículo, importantes conquistas, como o tricampeonato da São Silvestre (2002, 2004 e 2007) e o tetracampeonato na Maratona de Boston (2003, 2006, 2007 e 2008), os campeonatos da Maratona de Milão em 2002, da Maratona de Chicago em 2006 e da Meia-Maratona de Lisboa também em 2006. No final de 2007 recebeu o prêmio de 500 mil dólares pela vitória nas cinco principais maratonas do mundo. Seu melhor resultado na distância é de 2h07min14s, na Maratona de Boston de 2006.
Cheruiyot foi descoberto por Paul Tergat e até 2002 recebia ajuda financeira e orientação técnica de Tergat.

A São Silvestre projetou internacionalmente Robert Cheruiyot.

Alice Timbilili
Reservada. Em sua estréia na São Silvestre conquistou com tranqüilidade sua primeira vitória na prova e a simpatia do povo brasileiro. Timbilili tem apenas 24 anos, mas muita experiência. Em 2007 foi vice-campeã da Meia Maratona da Filadélfia nos Estados Unidos, de Saltillo, no México, e terceira em Nova Delhi, na Índia. Em outubro do ano passado no Campeonato Mundial de Corridas de Rua, em Udine na Itália, ficou em nono lugar. Seu melhor resultado nos 21 km é de 1h08min56s, conquistado na Filadélfia.

Quenianos na São Silvestre
Antes da vitoriosa trajetória de Paul Tergat na Corrida Internacional de São Silvestre, os quenianos já tinham brilhado nas ruas de São Paulo. Tudo começou em 1992, com Simon Chemwoyo, que desbancou o bicampeão mexicano Arturo Barrios, vencendo a prova com o tempo de 44min08s. A outra vitória veio no ano seguinte, com a falha do etíope Fita Bayesa, que errou o funil de chegada, proporcionando ao queniano o bicampeonato da competição, com 43min20s, e a primeira vitória feminina com Hellen Kimayio, que é a recordista da prova com 50min26. Outras vitórias no feminino vieram com o bicampeonato de Lydia Cheromey, em 1999 e 2.000.

Paul Tergat, com seis participações na Corrida Internacional de São Silvestre, marcou a história da prova mais popular da América Latina. Já na sua estréia venceu estabelecendo o recorde da prova de 43min12s, média de 2min52s, que permanece até hoje.
Mesmo não estando presente na última São Silvestre, Paul Tergat deixou sua marca através de Robert Cheruiyot, seu companheiro de treino. Em certos momentos, até faz lembrar o grande campeão, pelas suas passadas, biotipo, estilo de corrida, e até mesmo a expressão (olhar fixo), concentração constante, obsessão pela vitória e simpatia.
Além de ser o único pentacampeão da São Silvestre, vencendo em 1995, 1996, 1998, 1999 e 2000, Tergat foi o segundo colocado em 97, quando foi superado no final da avenida Brigadeiro Luís Antônio pelo brasileiro Emerson Iser Bem.
Na 30ª edição da Maratona de Berlim, Alemanha, realizada em setembro de 2003, Paul Tergat, na época com 34 anos, conquistou mais um recorde mundial para a sua longa carreira, o da maratona, com 2h04min55, média de 2min57 por quilômetro.

O segredo do sucesso
A maioria dos atletas nascem em áreas rurais. Quando crianças são obrigadas a ir para a escola correndo, chegando a percorrer mais de 10 km de percurso, entre ida e volta. Assim que os atletas são revelados para o atletismo, a maior motivação passa a ser a vontade de vencer e de divulgar o Quênia para o resto do mundo. Além disso, a maioria das tribos estão localizadas em regiões que superam os 2 mil metros de altitude, o que favorece a melhora do condicionamento físico, com o aumento da taxa de hemoglobina no sangue, responsável pelo transporte de oxigênio, principal fator para o alto rendimento em provas de longa distância.

Porém não basta só talento natural, o verdadeiro segredo do sucesso dos quenianos esta na disciplina diária com que conduzem seus treinos. Chegam a percorrer mais de 200 quilômetros por semana em trilhas, montanha. Os treinos de qualidade em pista são realizados em terra batida.

Wanderlei de Oliveira

terça-feira, 3 de junho de 2008

Após a Maratona de São Paulo - descanse!



Do ponto de vista de saúde existem três fatores importantes que são observados na prática esportiva como auxílio na qualidade de vida: alimentação, adequada ao gasto calórico conforme atividade física, treinamento, de acordo com o atual nível técnico e interesse do praticante, e o descanso.
Mas, como o descanso pode auxiliar no treinamento e na recuperação pós maratona?
Conforme pesquisas apresentadas no 49o. American College of Sports Medicine, em St. Louis - nos Estados Unidos, foi demonstrado como reage o organismo de um atleta que é submetido a provas de longa duração (superiores à 4 horas de esforço).
Quando um atleta participa de uma competição, sua musculatura "sofre" microtraumas - não se preocupem, pois é natural, daí a necessidade das 48 horas de recuperação (este é o tempo que o nosso organismo leva para se recuperar de um esforço mais intenso).
Nos dias que seguem a uma competição como a Maratona de São Paulo, o ideal recomendado pelos médicos fisiologistas, é fazer outras atividades como: alongamentos, natação (de forma relaxante), pedalar em bicicleta ergométrica, massagem, ou mesmo como algumas pessoas preferem - dormir até mais tarde.
Portanto, fica contra indicado, trabalhos com sobrecarga, em academia e corrida em ritmo forte.
Outro fato, apresentado no American College - é que durante o descanso o músculo se fortalece (não confundam sedentarismo - e sim estímulo e recuperação).
Para distâncias como a maratona (42.195 metros), o ideal é um dia de descanso para cada quilometro corrido, e não participar de mais de uma maratona por ano, para evitar o envelhecimento precoce das células.
Quanto maior o tempo de esforço como nas provas de ultramaratona (100 Km ou mais), e o Ironman - 3.8 Km de natação, 180 Km de ciclismo e 42.2 Km de corrida, os cuidados são triplicados, e para a maioria dos mortais é contra indicado pelos médicos especialista em esporte.
Agora se você costuma exagerar na dose, vale a pena estar em dia com o seu seguro saúde, e bom descanso.

Wanderlei de Oliveira

É para frente que se corre!


Parece uma afirmação óbvia vinda de uma pessoa apaixonada pelo atletismo como eu. Meu pai, Olavo de Oliveira, que além de técnico em mecânica, sambista, foi um excelente atleta. Atleta na pura concepção da palavra. Disciplinado. Determinado. Entusiasmado. Vencedor. Não que ele fosse melhor do que os outros. Ele apenas fazia o que planejava. Conquistava seus objetivos.

Se auto-superava.

Em 1966, motivado por ele, iniciei no atletismo em provas de velocidade na distância de 50 metros. Cresci dentro dessa filosofia.
Tenho dentro de mim – essa busca pela evolução. Sempre!
Acredito que sem sacrifícios pessoais não é possível chegar a lugar algum.
Algumas pessoas têm talento – mas não sabem como aprimorar.
Outros têm vontade – esses se transformam em vencedores.
Já vi pessoas correndo de lado, para trás, em zig-zag. Correndo da raia. Correndo das provas. Correndo de teste. Correndo para o abraço.
Isso também me fez lembrar uma passagem nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 na Maratona quando o alucinado padre irlandês Cornélius Horan invadiu a pista com os braços abertos e derrubou o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima. Cordeiro fez jus ao nome. Não reagiu. Não esboçou nenhum gesto obsceno. Apenas se levantou. Sacudiu a poeira e seguiu em frente.Seu gesto de humildade, profissionalismo e espírito olímpico lhe rendeu o título conferido a grandes personalidades do esporte mundial – a medalha de honra do Barão Pierre de Coubertin.

6h05 da manhã. Terceiro dia de junho de 2008. Parque do Estado de São Paulo. Completamos aos 1.703 quilômetros, em cento e cinqüenta e cinco dias (desde o primeiro dia de janeiro deste ano). A média está em 10,9 quilômetros por dia. O acumulado desde 1966 está em 73.838 quilômetros. Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 quilômetros pela linha do Equador.

Wanderlei de Oliveira

segunda-feira, 2 de junho de 2008

“Paciência”


Foi assim que Claudir Rodrigues definiu sua vitória na décima quarta edição da Maratona Internacional de São Paulo. Rodrigues que em momento algum era apontado como um dos prováveis vencedores, devido à quantidade de corredores do Quênia presentes no grande evento. Claudir correu de forma consciente, programada e focado no seu objetivo. Passou os 21 quilômetros para 1h08min. Qualidades importantes para um corredor de longa distância. Resultado final: - campeão com 2h17min07seg. Um ótimo resultado para o novo percurso da maratona, com muitas idas e vindas, além das várias subidas ao longo dos 42.195 metros.
Já os quenianos Mutai Kiplemei, Paul Kiplemoi e Mutai Kiprop, foram perseguidos bravamente pelo brasileiro Francisco Barbosa dos Santos, todos lá estavam como “coelhos”, ou marcadores de ritmo. Quem eles estavam puxando, ninguém sabe, pois o ritmo alucinante não era compatível com os resultados das últimas edições da Maratona de São Paulo que oscilam entre 2h16min e 2h20min. No ritmo que eles estavam seriam os vencedores da São Silvestre (15 Km) em que eles passaram para 45 minutos. (O Francisco Barbosa conseguiu segurar até o quilômetro 38 quanto foi ultrapassado por Marcos Antonio Pereira que chegaria à terceira colocação (2h18min09) e o “Chiquinho” na quarta colocação com 2h18min25).
Luiz Carlos Fernandes da Silva, foi uma grata surpresa. Estreante em maratona fez uma corrida crescente, nos últimos dez quilômetros comentou que correu como se estivesse iniciando a prova. Luiz Carlos mora em São Paulo e conhece bem as dificuldades do trajeto, optou por uma corrida cautelosa e deu certo, fechou em 2h17min24, conquistando a segunda colocação.

Baldaia é bi-campeã

A simplicidade da Maria Zeferina Baldaia é contagiante. Festiva como sempre, se ornamentou para a prova pintando suas unhas nas cores da bandeira nacional. Depois da sua vitória na meia-maratona de Stramilano na Itália, se consagrou na Maratona de São Paulo com o bi-campeonato com 2h42min20seg.

Wanderlei de Oliveira