quarta-feira, 11 de março de 2009

Coma menos. Corra mais!

· Uma pessoa normal come durante os 365 dias do ano em torno de 1 tonelada de alimentos.

· Se uma pessoa andar 5 km por dia, ao final de um mês terá percorrido 150 quilômetros, e no ano 1800 quilômetros. Se um par de tênis dura em média 500 quilômetros, ela terá gasto 3 pares e meio no ano.

· Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 quilômetros. Num ritmo de 6´20 K, uma pessoa levaria 175 dias correndo sem parar para dar a volta ao mundo pela linha do Equador.

· O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush de 62 anos, corre há 35 anos, em média 6 km por dia. Seu melhor resultado nos 42.195 metros, foi em 1993, na Maratona de Houston, em que completou com 3h44min52seg, média de 5´19 km.

Wanderlei de Oliveira
Foto crédito: Adriana MarmoFonte: Guia dos Curiosos de Marcelo Duarte

Ritmo, harmonia, evolução.

O carnaval já passou. Os ensinamentos podem ser transferidos para o atletismo de competição. Para que uma escola de samba se torne campeã, são necessários vários ensaios.
No atletismo, muitos treinos.
Para tudo estar afinado e sair conforme o planejado no dia do desfile ou competição temos que ficar atentos ao ritmo para cruzar os 800 metros de pista do Sambódromo. Os integrantes da escola têm que ter harmonia com o samba-enredo, bateria, para que haja uma evolução – perfeita.
Hoje na pista do Centro de Excelência em Atletismo do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, realizamos as repetições de 1.000 metros. O treino fracionado, que é um método moderno de treinamento, onde se estabelece à distância a ser percorrida e os tempos de passagens por 500 metros.
É um excelente treino para se trabalhar com monitor cardíaco como auxílio no controle da freqüência cardíaca e ritmo de corrida.
O melhor indicativo de sua atual condição física: - sempre será o seu desempenho nos treinos.
Observe o seu comportamento no treino fracionado de 1.000 metros.
· Se você iniciar muito rápido, corre o risco de parar nas próximas séries.
· Caso esteja correndo mais rápido em treino (tempo real) do que nas provas, é sinal de que esta fazendo algo errado (verifique o tempo estipulado e consulte seu técnico).
· Conduza o seu treino com inteligência, em temperaturas altas e umidade relativa do ar superior a 80%, como esta manhã, são fatores determinantes para uma possível queda no rendimento.

Saber correr é uma questão de estratégia e planejamento.

Wanderlei de Oliveira
Foto: Mocidade Alegre - Campeã do Carnaval de São Paulo 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

Hortência e Juliana são as estrelas do Circuito Vênus

Hortência, Marilson dos Santos e Juliana são as estrelas do Circuito VênusNa corrida realizada neste domingo no Jockey Club de São Paulo, a ex-jogadora de basquete e a meio-fundista Juliana entaram em ação, enquanto o bicampeão da Maratona de Nova York ficou na torcidaA rainha do basquete Hortência, o bicampeão da Maratona de Nova York Marilson dos Santos e sua esposa, Juliana, também corredora, foram as grandes estrelas neste domingo do Circuito Vênus. A corrida, exclusivamente feminina e patocinada pela Nike, foi realizada nos percursos de 5 e 10KM, no Jockey Club de São Paulo. Marilson, que está acostumado a participar das principais provas de rua, desta vez, ficou do lado de fora, torcendo pela sua esposa Juliana. Além disso, ele foi o padrinho da largada."A Ju está sempre me dando força nas minhas provas. Hoje é a minha vez de incentivá-la. Embora o percurso de 10KM não seja a prova dela, acho muito legal ela fazer parte desta festa e homenagem ao Dia Internacional da Mulher", disse Marilson ao lembrar que a especialidade de Juliana é 1.500 metros. Segundo Hortência, a corrida faz parte hoje da sua rotina, com o objetivo de manter a forma, além do bem-estar físico e qualidade de vida. "Gosto muito de correr. Para nós, mulheres, é ótimo, porque ajuda a emagrecer (risos). Além disso, é muito bom correr sem aquela obrigação de competir. Vim aqui hoje para me divertir e comemorar o nosso dia das mulheres", afirmou a ex-jogadora de basquete. Ela completou a distância de 5 quilômetros em 35 minutos.

Foto e texto crédito: Glenda Carqueijo - Mtb 39.711 - ZDL

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sol Nascente. Energia Vital!

Os monges e mestres de yoga sempre preconizaram que a hora mais rica em energia vital, prana é quando nasce o Sol.
Há muitos anos, quando conheci um mestre indiano que me iniciou na prática do Yoga e também me ensinou o suco antioxidante, comecei a praticar a “Saudação ao Sol”.
Como acordo diariamente às 4 horas da manhã, tenho o hábito de realizar uma das seqüências da saudação ao Sol. São nove posturas ou ásanas, que estimulam a respiração com a troca do ar retido nos pulmões durante o sono pelo ar puro da manhã – rico em oxigênio (prana). Os exercícios são energizantes, ativam a circulação e nos deixa forte para o dia-a-dia.
Hoje presenciei uma das mais lindas manhãs de verão. Céu azul. Quando o Sol nasceu às 6 horas e 4 minutos vi seus primeiros raios por entre as árvores próximas à nascente do Ipiranga na reserva de mata atlântica do Jardim Botânico no Parque do Estado em São Paulo.
Foi um momento mágico. Rico em energia.
Poucos minutos depois encontrava o “Dodô” que já estava correndo desde as 5h45.

5h59 da manhã. Quinto dia de março, décima semana de 2009. Entre palmeiras imperiais, pau-brasil e vitórias-régias chegamos à marca dos 770 quilômetros nos sessenta e quatro dias do ano. A média esta em 12,0 quilômetros por dia. . O acumulado desde 1966 quando iniciei na prática do atletismo esta em 77.307 quilômetros. Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 quilômetros pela linha do Equador.

Wanderlei de Oliveira
Foto crédito: Adriana Marmo (Revista Manequim - Editora Abril)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Haja coração!

A Escola de Samba Mocidade Alegre é heptacampeã de São Paulo

“Da Chama da Razão ao Palco das Emoções... Sou Maquina, Sou Vida... Sou Coração Pulsando Forte na Avenida!”

Na cadência ritmada do samba a Mocidade Alegre este ano trouxe, sob a luz do carnaval, a força mística deste que carrega consigo a magia do dom de viver: o coração!Com este enredo, Sidnei França, diretor de carnaval da escola desde 2004, conseguiu fazer com que todos os integrantes da Mocidade Alegre e o publico se emocionasse.
Para os egípcios, o coração que bate no peito de cada ser era representado por um sol. Era a “chama da razão” que radiava energia interior e iluminava o raciocínio.
Ou seja, o coração era o centro da inteligência e da razão, e por isso o poder da luz solar se fazia presente em cada ser, proporcionando lucidez e sabedoria.
Na eterna busca pelo equilíbrio entre o corpo e a alma este órgão simboliza a conquista da vida saudável. E por falar em saúde, as descobertas científicas foram muitas na busca pelo bem-estar e qualidade de vida, comenta Sidnei França.
Aos 42 anos de vida a Escola de Samba Mocidade Alegre se consagra como heptacampeã do carnaval paulistano (1971, 72, 73, 80, 2004, 2007 e 2009).

“São Paulo e seus carnavais”
Em 1971, com o enredo “São Paulo e seus carnavais” a Mocidade Alegre conquistava seu primeiro título de campeã do primeiro grupo (hoje Grupo Especial). O feito se repetiu nos dois anos seguintes (72 e 73), conquistado o tri-campeonato. O quarto título foi em 1980, e o quinto título em 2004 com o enredo "Do Além-mar à Terra da Garoa, Salve Esta Terra Boa", em homenagem aos 450 anos de São Paulo (como em 1971). Neste enredo, a Mocidade lembrou os imigrantes que vieram para a cidade.
Em 2004 a Mocidade Alegre foi eleita à campeã do Carnaval, com 200 pontos no total (nota máxima), à frente apenas meio ponto da X-9 Paulistana e do Império de Casa Verde, que conquistaram 199,5 pontos cada.
Mocidade Alegre inova com alas coreografadasO Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre foi criado no final da década de 40 pelos irmãos Carlos, Salvador e Juarez da Cruz, que tinham saído da cidade de Campos, no Rio de Janeiro.
Nos anos 50, desfilava como bloco com o estranho nome de "Blocos das Primeiras Mariposas Recuperadas do Bom Retiro", o curioso - somente os homens que desfilavam, as mulheres ficavam de fora.
Na década de 60, os fundadores mudaram o nome do bloco para Mocidade Alegre, em homenagem ao Bloco Carnavalesco Mocidade Louca, de Campos. Em 1963, as mulheres passaram a participar das apresentações.
Em 24 de setembro de 1967 se transformaria no Grêmio Recreativo Mocidade Alegre, e Juarez da Cruz, foi eleito o primeiro presidente.
As cores oficiais são o verde, o vermelho e branco.
A Mocidade foi a primeira escola paulistana a introduzir destaques sobre os carros alegóricos, adereços de mão e alas coreografadas. A escola também teve a honra de ser a 1º Escola de Samba a ser convidada pelo Ministério da Cultura a representar a Cultura da Raiz Paulistana na Europa.
Ainda hoje, a escola é comandada pela Família Cruz. Solange Cruz Bichara é a atual presidente. Um show à parte fica por conta da bateria nota 10 do Mestre Sombra e da rainha da bateria Nani Moreira.
“A Vitória vem da Luta... A Luta vem da Força... E a Força... da União”! Diz Solange Bichara.

Também conhecida como “A Morada do Samba”, a Escola de Samba da Mocidade Alegre fica na Avenida Casa Verde, 3498 no Bairro do Limão.
Se você quiser “cair no samba”, os ensaios são: as quartas e sextas-feiras, a partir das 19h30 e aos domingos, a partir das 17h30.

Wanderlei de Oliveira

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"Quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé"

Assim dizia o poeta Dorival Caymmi, autor da canção "Samba da minha terra": - "Quem não gosta de Samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé".
Esta música e letra marcou o início da carreira de Dorival Caymmi, e foi lançada pelo Bando da Lua em sua visita ao Brasil em 1940. "O Samba de Minha Terra" foi regravado por João Gilberto em seu elepê de 1961. E apresentado ao vivo no Carnegui Hall, em Nova Iorque no ano de 1964.

Saber sambar é uma arte e um esporte

O meu pai Olavo de Oliveira, um apaixonado pelo futebol e também pelo samba, foi o fundador da Escola de Samba Almirante nos anos 50. A escola era formada por jovens moradores do Bairro da Móoca, todos esportistas.
Dele herdei essas duas paixões, o esporte e a música. Comecei como passista em várias escolas, até ser convidado pelo “Pé Rachado”, fundador e presidente da Barroca da Zona Sul (que também era amigo do meu pai), para desfilar em sua escola. E lá fui eu, dos 14 aos 17 anos, até ser convidado pelo presidente da Imperador do Ipiranga, Laerte Toporcov e pela carnavalesca Maria Aparecida Urbano, para aprender a arte de “mestre-sala”. Aos dezoito anos, estreava como mestre-sala. Dessa época, guardo o carinho e respeito que as pessoas da escola tem por essa figura do “mestre-sala” e da “porta-bandeira”. São eles que carregam na avenida a bandeira da escola: - com galhardia, enaltecendo as raízes da cultura de um povo, assim como um “beija-flor” que antes de colher o néctar, circunda por várias vezes a flor, como que a pedir licença para se deleitar de prazer com o seu mel.
Os anos se passaram e o estandarte segue em frente.

Origem do Carnaval

O Carnaval teve sua origem na Itália, através de uma manifestação popular antes da era cristã, conhecida com o nome de Saturnálias. As Saturnálias eram festas em homenagem a Saturno, deus greco-romano da agricultura e do tempo. Outras divindades da mitologia greco-romana, como Baco, o rei do Vinho e Momo, rei grego da Sátira e do Riso, também dividiam as honras nos festejos.
Já o Carnaval brasileiro, famoso no mundo inteiro, é originário do entrudo português, um conjunto de brincadeiras de rua em que as pessoas atiram água, farinha, ovos podres e fuligem umas nas outras. Trazido para o Brasil no século 17, o entrudo sofreu influência dos carnavais de países europeus, como a Itália e a França. Foi quando as máscaras, as fantasias e personagens, como o Pierrô, a Colombina e o Rei Momo, entraram para a festa brasileira.

Wanderlei de Oliveira

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"As suas marcas"

São Paulo (SP) – Prontos! Está era a voz de comando do árbitro de partida, Oswaldo Valdemir Pizani, proferida por mais de quatro décadas nas pistas de atletismo do Brasil, sem alto falante ou microfone.
Sr. Pizani como é conhecido no meio esportivo, ainda hoje aos 92 anos, é visto nas pistas a conferir se tudo esta certo para mais um espetáculo do esporte mais antigo do mundo.
Um de seus discípulos foi Ivo de Pádua Sallowicz, que nos anos 30 e 40, encantou o mundo do atletismo com os seus feitos extraordinários na distância clássica dos 100 metros rasos, quando em 1933, igualara a marca de 10seg03 (que era o recorde do mundo na ocasião). Ivo, por vários anos, foi o árbitro de partida nas principais competições nacionais e, também trabalhou na Federação Paulista de Atletismo com o estatístico José Clemente Gonçalves (já falecido).

Um pouco da história do complexo esportivo

Foi dada a largada para a construção da nova pista de atletismo do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães. O famoso Ginásio do Ibirapuera foi inaugurado em 1957; idealizado pelo atleta e arquiteto Ícaro de Castro Mello (que empresta seu nome ao estádio de atletismo), que tem a capacidade para treze mil pessoas. O Conjunto Aquático Caio Pompeu de Toledo é composto por uma piscina olímpica, tanque de saltos e quatro piscinas para aprendizado, com capacidade para cinco mil espectadores; o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro para três mil pessoas e, o Palácio do Judô com capacidade para quinhentas pessoas.
Em 1974, o então governador do Estado de São Paulo, Laudo Natel, inaugurou a pista de atletismo do complexo esportivo. Tivemos o privilégio de estreiá-la, no ano em que foi criada a primeira equipe de atletismo do Ibirapuera, comandada pelos professores Manoel Antônio de Toledo Pires (meu técnico dos 12 aos 18 anos), Nelson Gil de Oliveira (hoje coordenador de esportes), Massao Tateishi (atua como árbitro da Federação Paulista de Atletismo) e pelo ex-atleta Henrique Marek Simon (assessor da coordenadoria de esportes), todos, ainda hoje ligados a Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do Governo do Estado de São Paulo.
Atualmente na direção do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães esta Eduardo Anastasi e o secretário de esporte do Governo do Estado é Claury Santos Alves da Silva (bacharel em direito, foi vereador e prefeito da cidade de Ourinhos, deputado estadual, vice-lider do Governo e presidente da comissão de fiscalização e controle na Assembléia Legislativa).

Centro de excelência de atletismo

A pista antiga foi construída em 2003 em parceira com a BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuros nas exigências da IAAF – Associação Internacional das Federações de Atletismo com certificado classe 1 que impõe uma série de padrões de qualidade para poder organizar competições internacionais de alto nível.
O material utilizado foi o “sportflex super x performance”, o mesmo das pistas dos estádios olímpicos de Barcelona, Atlanta, Sydney e Pequim. São mantas pré-fabricadas de borracha natural que proporcionam resistência e durabilidade.
A grande novidade na época foram as pistas laterais de aquecimento e a rampa com elevação e descida utilizada pelos velocistas.

Wanderlei de Oliveira